A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) emitiu um aviso crucial nesta sexta-feira (16), direcionado a aeronaves civis do país que operam em diversas regiões da América Latina. O comunicado alerta para a necessidade de cautela nos próximos meses, em virtude de uma intensa ação militar na área.
Este alerta é motivado pela atividade militar em curso e por relatos de interferência no Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS), um componente vital para a navegação aérea. A recomendação da FAA tem validade de 60 dias, indicando uma preocupação imediata com a segurança aérea.
Conforme o comunicado da agência americana, a aviação civil dos EUA deve estar atenta aos riscos, que podem impactar diretamente as rotas e a operacionalidade dos voos, segundo informações divulgadas pela própria FAA.
Regiões Afetadas e os Riscos para a Aviação Civil
O aviso da FAA especifica áreas estratégicas que exigem maior atenção. Incluem-se o tráfego aéreo sobre águas nas Regiões de Informação de Voo (FIR) do México, América Central, Panamá, Bogotá e Guayaquil (no Equadrom).
Além disso, a totalidade das Regiões de Informação de Voo Oceânicas de Mazatlán, no estado mexicano de Sinaloa, e parte do espaço aéreo não atribuído do Oceano Pacífico Oriental também estão sob alerta. Nestas áreas, não há serviço de controle de tráfego aéreo.
A agência ressalta que há relatos de interferência intermitente do GNSS no Oceano Pacífico Oriental. Embora as aeronaves geralmente recuperem o sinal após deixar a zona de interferência, os efeitos podem persistir e até mesmo afetar voos subsequentes, comprometendo a navegação.
Ação Militar dos EUA: Detalhes e Implicações
A FAA alerta que aeronaves militares dos Estados Unidos podem operar em altitudes de sobrevoo iguais ou inferiores às de cruzeiro habitualmente usadas pela aviação civil. Isso pode ocorrer com pouco ou nenhum aviso prévio, e, em alguns casos, as operações podem ser realizadas sem transponders.
Essa intensa atividade militar dos EUA na região tem um contexto específico. Desde o final de agosto, o país enviou navios militares, incluindo o maior porta-aviões do mundo, e caças para o Mar do Caribe. O objetivo declarado dessas operações é bombardear embarcações ligadas ao narcotráfico, uma iniciativa que visa combater o crime organizado.
A fonte indica que já foram realizados ao menos 35 ataques contra 36 embarcações, tanto no Mar do Caribe quanto no Pacífico, resultando na morte de 115 pessoas. Tais números demonstram a intensidade e o impacto dessas operações na região.
O Cenário Político e as Alegações da Época
A fonte também menciona que, no contexto dessas operações militares, teria ocorrido a captura do então ditador venezuelano Nicolás Maduro no último dia 3, para que ele respondesse a acusações de narcoterrorismo na justiça federal americana. É importante notar que tal alegação é apresentada dentro do contexto da narrativa da época.
Naquele período, o então presidente americano, Donald Trump, havia intensificado os alertas sobre a intenção de realizar operações contra cartéis de drogas dentro do território do México e da Colômbia. Contudo, após conversas com os mandatários dos dois países, Claudia Sheinbaum e Gustavo Petro, respectivamente, o tom das ameaças foi suavizado.
Ainda segundo a fonte, o presidente colombiano, Gustavo Petro, anunciou que se encontraria com Trump nos Estados Unidos em 3 de fevereiro. Este detalhe contextualiza o cenário diplomático e político que acompanhava as ações militares na região.