O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, suspendeu suas atividades de campo na área rural de Barão de Cotegipe, no Rio Grande do Sul. Esta decisão ocorreu após servidores serem alvo de hostilidade.
O incidente aconteceu na última segunda-feira, dia 19 de fevereiro. A hostilidade foi motivada pela circulação de notícias falsas em grupos de WhatsApp, causando grande confusão na comunidade rural.
Os boatos associavam equivocadamente um veículo oficial do instituto a supostos crimes na região. Essa desinformação colocou em risco a segurança da equipe e a continuidade dos trabalhos.
A equipe da Agência de Erechim, que realizava trabalhos de atualização cadastral, sofreu a hostilidade. Em resposta, o IBGE registrou uma ocorrência policial e encaminhou o conteúdo falso para investigação.
A suspensão da atuação em área rural é uma medida temporária. Ela visa garantir a segurança dos profissionais, conforme informações divulgadas pelo próprio instituto, protegendo-os de novos riscos.
O Perigo da Desinformação na Coleta de Dados Essenciais
A hostilidade sofrida pelos pesquisadores demonstra o poder destrutivo das fake news. Um trabalho fundamental para o país foi interrompido por boatos irresponsáveis e sem fundamento.
O instituto reforça que a associação do seu veículo a crimes é totalmente infundada. Esse episódio em Barão de Cotegipe é um exemplo claro de como a desinformação pode gerar perigo real.
Profissionais em campo, dedicados à coleta de dados para o desenvolvimento do Brasil, foram expostos a riscos desnecessários. A distorção da realidade prejudica a confiança entre o IBGE e a população.
Estratégias para uma Retomada Segura das Atividades do IBGE
Os trabalhos na região só serão retomados após a definição de um plano de segurança adequado. Esta medida é crucial para proteger os profissionais de novos riscos decorrentes da desinformação.
O IBGE está avaliando o apoio da Polícia Militar e da Prefeitura local para o retorno das atividades. Busca-se garantir um ambiente seguro para a continuidade das pesquisas essenciais.
Além disso, solicitou auxílio da Emater/RS-Ascar para disseminar esclarecimentos. O objetivo é combater os boatos junto às comunidades rurais e restaurar a confiança na instituição.
Como Identificar um Pesquisador do IBGE e Combater Boatos no RS
A notícia falsa já circula para além de Barão de Cotegipe, no Rio Grande do Sul. Isso ressalta a importância de verificar a veracidade das informações antes de compartilhá-las, evitando a propagação de desinformação.
Para a segurança de todos, o IBGE orienta que seus agentes atuam devidamente identificados. Cada profissional porta um crachá visível, que é a primeira forma de identificação e confirmação de sua função.
A identidade dos entrevistadores também pode ser confirmada de maneira rápida e segura. Basta usar o sistema de verificação oficial do instituto, disponível em seus canais de comunicação, para checar a autenticidade.
Em nota, o IBGE reiterou seu compromisso com a segurança das equipes e a qualidade dos dados coletados. A colaboração da população é essencial para que a atuação em área rural prossiga sem intercorrências e com sucesso.