Fevereiro de 2026 entra para a história de Juiz de Fora com o maior volume de chuvas já registrado no mês

Fevereiro de 2026 ficará marcado na memória dos moradores de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, como o mês mais chuvoso de toda a série histórica do município. O volume de precipitação atingiu a marca impressionante de 460,4 milímetros, superando recordes anteriores e gerando impactos significativos na região. A maior parte dessa chuva concentrou-se em um período de três dias, entre 22 e 24 de fevereiro, quando 229,9 mm foram registrados, evidenciando a intensidade dos temporais.

Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) revelam que o acumulado de chuvas em Juiz de Fora neste fevereiro foi 270% superior ao esperado para o período. Isso significa que a cidade recebeu quase o dobro da média histórica para o mês, que é de 170,3 mm. O recorde anterior para o mês de fevereiro datava de 1988, quando foram registrados quase 500 milímetros, um volume que, embora alto, foi superado neste ano. Antes mesmo do temporal de 22 de fevereiro, a cidade já apresentava um desvio de 170% acima do esperado para o acumulado mensal.

A situação de chuvas intensas não se limitou a Juiz de Fora. De maneira geral, o estado de Minas Gerais vivenciou um fevereiro com precipitações acima da média em diversas localidades, conforme apontam os dados do Inmet. A capital Belo Horizonte, por exemplo, registrou 48,4 mm nos últimos quatro dias de fevereiro e um acumulado de 267,4 mm no mês, representando um aumento de 50% em relação à média histórica. Outras seis cidades mineiras também ultrapassaram o volume esperado para o período, evidenciando um padrão de excesso de chuvas em grande parte do estado, conforme informações divulgadas pelo Inmet.

Minas Gerais em alerta: Chuvas acima da média e consequências devastadoras

O mês de fevereiro de 2026 configurou um cenário de extrema instabilidade climática em Minas Gerais, com a maioria das regiões registrando volumes de chuva significativamente superiores ao esperado. Essa condição generalizada de precipitação acima da média, conforme dados do Inmet, desencadeou uma série de eventos adversos, culminando na decretação de estado de calamidade pública em cidades como Ubá e Juiz de Fora. As consequências foram devastadoras, com um saldo trágico de 40 mortos e 27 desaparecidos até o momento, além de danos materiais extensos e o impacto direto na vida de milhares de pessoas.

Juiz de Fora e Ubá em estado de calamidade pública devido aos temporais

A severidade dos temporais que assolaram o estado de Minas Gerais levou à declaração de estado de calamidade pública nos municípios de Juiz de Fora e Ubá. Essa medida extrema reflete a dimensão dos estragos causados pelas chuvas recordes, que provocaram deslizamentos de terra, inundações e a destruição de infraestruturas. As autoridades e equipes de resgate estão empenhadas em operações de busca e salvamento, além de ações emergenciais para assistência às vítimas e recuperação das áreas mais afetadas. A prioridade neste momento é garantir a segurança e o bem-estar das pessoas impactadas pelos desastres naturais.

O recorde histórico de chuvas em Juiz de Fora: uma análise detalhada

O volume de 460,4 milímetros de chuva registrado em fevereiro de 2026 em Juiz de Fora não é apenas um número, mas um marco que reflete uma anomalia climática significativa. A concentração de quase metade desse volume (229,9 mm) entre os dias 22 e 24 de fevereiro demonstra a força e a brutalidade dos eventos meteorológicos. Para se ter uma dimensão da magnitude, o recorde anterior para o mês, estabelecido em 1988 com quase 500 milímetros, foi superado em termos de intensidade concentrada em poucos dias neste ano. O acumulado de 270% acima do esperado para o mês em Juiz de Fora, que equivale a quase o dobro da média histórica de 170,3 mm, aponta para um cenário de riscos elevados, como alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra, que infelizmente se concretizaram.

Outras cidades mineiras sob forte influência das chuvas de fevereiro

A análise dos dados do Inmet revela que o fenômeno de chuvas acima da média em fevereiro de 2026 não foi um evento isolado em Juiz de Fora. Diversas outras cidades mineiras registraram volumes pluviométricos consideravelmente superiores ao esperado. Em Januária, o acumulado foi de 264,6 mm, com um desvio de +118% acima do previsto. Salinas registrou 183,5 mm (+98%), Lavras 330 mm (+85%), Araçuai 175,8 mm (+122%), Itamarandiba 269,1 mm (+128%) e Araxá 263,2 mm (+16%). Essas estatísticas evidenciam um padrão climático que afetou amplamente o estado, com impactos variados dependendo da geografia e infraestrutura local. Em contrapartida, o município de Formoso, no noroeste mineiro, apresentou um cenário oposto, com um déficit de 42% em relação à média mensal.

Previsão do tempo em Minas Gerais: Continuidade de chuvas e alerta para os próximos dias

A previsão meteorológica para Minas Gerais indica a continuidade de tempo nublado e chuvas em todo o estado até o próximo sábado, 28 de fevereiro. Essa persistência de instabilidade é atribuída à combinação de fatores atmosféricos, como a baixa pressão no litoral da Região Sudeste e a circulação de ar em altitude. Contudo, espera-se uma redução gradual das chuvas a partir do dia 28, especialmente nas regiões centro-sul e oeste do estado. Ainda assim, as zonas norte e leste mineiras podem continuar sob atenção para precipitações, exigindo vigilância contínua das autoridades e da população local. A dinâmica atmosférica aponta para uma transição climática, mas a atenção deve permanecer elevada.

Impactos sociais e econômicos: a dimensão da tragédia em Minas Gerais

As chuvas recordes e os consequentes desastres naturais em Minas Gerais acarretam impactos sociais e econômicos profundos. A perda de vidas, a destruição de moradias e a interrupção de serviços essenciais como transporte e fornecimento de energia afetam diretamente milhares de famílias. A situação de calamidade pública exige respostas coordenadas e emergenciais do poder público, envolvendo resgate, assistência humanitária, reconstrução de infraestruturas e apoio psicossocial às vítimas. A recuperação a longo prazo demandará investimentos significativos e um planejamento estratégico para mitigar os riscos de futuros desastres, considerando a crescente frequência de eventos climáticos extremos.

Entendendo as causas: por que fevereiro foi tão chuvoso em Minas Gerais?

A intensificação das chuvas em Minas Gerais durante fevereiro de 2026 está diretamente ligada a fenômenos meteorológicos complexos. A atuação conjunta de áreas de baixa pressão atmosférica no litoral da Região Sudeste e padrões de circulação de ar em altitude criaram um ambiente propício para a formação de nuvens carregadas e a ocorrência de precipitações volumosas e persistentes. Esses sistemas atmosféricos facilitaram o transporte de umidade da Amazônia para o Sudeste, alimentando os temporais. A mudança climática e seus efeitos na intensificação de eventos extremos são fatores cada vez mais relevantes para entender a ocorrência de chuvas volumosas como as registradas neste fevereiro, representando um desafio para a gestão de riscos e o planejamento urbano.

O que esperar após o pico das chuvas: desafios na recuperação e prevenção

Com a expectativa de redução das chuvas nas próximas semanas, o foco se volta para os desafios da recuperação e prevenção em Minas Gerais. A reconstrução de áreas atingidas, o reassentamento de famílias desalojadas e a reparação de infraestruturas danificadas exigirão um esforço conjunto do poder público e da sociedade civil. É fundamental que a reconstrução leve em conta as medidas de prevenção e adaptação a eventos climáticos extremos, como o aprimoramento de sistemas de alerta, a fiscalização de ocupações em áreas de risco e o investimento em infraestrutura resiliente. A lição aprendida com este fevereiro chuvoso deve impulsionar políticas públicas mais robustas para a gestão de desastres e a construção de cidades mais seguras e sustentáveis diante das mudanças climáticas.

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