Nicolasito Maduro Revela ‘Traições’ Internas no Chavismo e Pede Libertação de seu Pai, Nicolás Maduro, Capturado pelos EUA
A captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, no último sábado (3), gerou um terremoto político na Venezuela, com repercussões imediatas dentro do próprio círculo chavista. Seu filho, Nicolás Maduro Guerra, conhecido como “Nicolasito”, trouxe à tona acusações graves, apontando para uma complexa rede de lealdades e traições.
Em suas primeiras manifestações públicas, o deputado chavista não hesitou em expor fissuras internas, ao mesmo tempo em que lançou um apelo urgente pela libertação de seu pai e de sua madrasta, Cilia Flores, que também foi detida. A situação escalou rapidamente, com o governo americano sendo duramente criticado por essa ação.
As declarações de Nicolasito, incluindo um áudio divulgado nas redes sociais, cuja autenticidade foi confirmada por pessoas próximas ao chavismo, segundo o portal Infobae, agitaram o cenário político venezuelano, pedindo mobilização e reforçando a ideia de uma perseguição.
A Captura de Maduro e a Reação Contundente de “Nicolasito”
A prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos marcou um ponto de virada na política regional e global. Em resposta, Nicolás Maduro Guerra fez seu primeiro discurso público na Assembleia Nacional nesta segunda-feira (5), onde ocupa uma cadeira como deputado.
Em sua fala, Nicolasito acusou o governo norte-americano de estabelecer um “precedente perigoso” ao prender um chefe de Estado estrangeiro. Para ele, essa medida “representa uma ameaça à estabilidade política global”, alertando para as consequências de tal ação.
“Se normalizarmos o sequestro de um chefe de Estado, nenhum país estará seguro. Hoje é a Venezuela, amanhã pode ser qualquer nação que se recuse a se submeter”, declarou Maduro Guerra, reforçando a gravidade do evento e seu potencial impacto internacional.
Acusações de Traição e Perseguição Política Dentro do Chavismo
Horas antes de seu discurso no Parlamento, Nicolasito Maduro Guerra já havia agitado as redes sociais. Em um áudio divulgado no domingo (4), ele falou explicitamente em “traições” dentro do círculo de poder do chavismo, um tema que ressoa profundamente na base do movimento.
“A história vai dizer quem foram os traidores, a história vai revelar”, afirmou Maduro Guerra no áudio, conforme apurado pelo Infobae. A mensagem também conclamou os apoiadores do regime a permanecerem mobilizados nas ruas, mostrando união em face da crise.
O deputado também criticou fortemente a inclusão de seu nome na acusação formal apresentada pela Justiça federal de Nova York. Ele aparece citado como co-conspirador do narcoterrorismo, o que, segundo ele, “reforça o que chamou de perseguição política promovida por Washington”. Em outro trecho do áudio, declarou que o chavismo não demonstrará fragilidade, dizendo: “Querem que a gente pareça fracos, mas não vamos mostrar fraqueza”.
Apelo Internacional e os Desdobramentos Legais da Captura de Maduro
Além de denunciar as traições internas e a perseguição, Nicolasito Maduro Guerra fez um veemente apelo por apoio internacional. Ele exigiu que Nicolás Maduro e Cilia Flores sejam imediatamente devolvidos à Venezuela, reforçando a posição do regime chavista.
Enquanto isso, Nicolás Maduro e Cilia Flores compareceram nesta segunda-feira perante o juiz Alvin K. Hellerstein, em Nova York. Eles foram formalmente acusados por crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas e, em resposta, declararam-se inocentes das acusações. Este é um momento crucial que pode definir o futuro político da Venezuela e suas relações internacionais.