Flávio Bolsonaro e os Desafios da Pré-Campanha de 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta um cenário complexo e desafiador na largada de sua pré-campanha rumo às eleições presidenciais de 2026. Sem o apoio explícito de nomes relevantes fora do núcleo bolsonarista e com a sombra do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) pairando como uma alternativa mais viável para o campo conservador, o senador busca urgentemente estratégias para diminuir sua alta rejeição e construir uma imagem que transcenda o eleitorado mais fiel a seu pai.
A principal dificuldade reside na necessidade de ampliar o leque de apoios e de construir uma persona política que, embora ligada ao legado de Jair Bolsonaro, apresente um tom mais moderado e individual. Essa complexa equação impulsionou a busca por um marqueteiro capaz de organizar a estratégia, dar consistência à comunicação e oferecer um roteiro claro para o pleito de 2026, conforme apurado pela fonte.
Interlocutores do senador reconhecem que a campanha precisará abandonar o tom reativo e as pautas identitárias para focar na construção de atributos presidenciais. Isso inclui uma agenda econômica robusta, um discurso institucional consistente e, principalmente, a capacidade de diálogo com diferentes setores da sociedade. Há uma pressão significativa para profissionalizar a produção de conteúdo e integrar melhor as redes sociais, a imprensa e a agenda territorial, pontos identificados como falhas recorrentes em campanhas anteriores do campo bolsonarista.
A Elevada Rejeição e a Sombra de Tarcísio de Freitas
Um dos maiores obstáculos para tornar o nome de Flávio Bolsonaro competitivo nacionalmente é a sua elevada rejeição. Dados da pesquisa Genial/Quaest mais recente sobre o cenário eleitoral de 2026 indicam uma queda na rejeição ao senador, que passou de 60% para 55%. Apesar da melhora, o patamar ainda é consideravelmente alto e superior ao de Tarcísio de Freitas, cuja rejeição se encontra em 43%.
Essa diferença nos índices de rejeição é um fator crucial que coloca Tarcísio como uma alternativa mais atrativa para setores do empresariado e do Centrão, que buscam uma figura conservadora com maior capacidade de diálogo e menor polarização. A percepção de que o governador de São Paulo seria um nome mais competitivo ao Palácio do Planalto gera uma pressão adicional sobre a pré-campanha de Flávio Bolsonaro, que precisa provar sua viabilidade.
A presença de Tarcísio de Freitas no cenário político, mesmo com ele afirmando ser candidato à reeleição em São Paulo, é um fator complicador. Sua capacidade de transitar entre diferentes grupos políticos e seu perfil mais técnico e menos confrontador o tornam um candidato naturalmente mais palatável para uma parcela do eleitorado que busca uma liderança conservadora, mas com maior moderação. Essa dinâmica interna no campo conservador exige de Flávio uma estratégia de diferenciação e convencimento não apenas do público, mas também de seus próprios aliados.
A Busca por um Marqueteiro e os Nomes em Análise
A necessidade de uma estratégia de comunicação profissional levou Flávio Bolsonaro a conversar com diversos profissionais do mercado. O objetivo é encontrar alguém que consiga