A atriz Gabriela Duarte revisitou momentos marcantes de sua trajetória na teledramaturgia brasileira, com especial destaque para suas atuações nas obras do renomado autor Manoel Carlos, que faleceu no último sábado (10), aos 92 anos.
Em uma entrevista emocionante, Gabriela compartilhou insights sobre a complexa interpretação da personagem Eduarda na novela “Por Amor” (1998), que marcou sua estreia como protagonista na televisão.
A artista discorreu sobre o impacto profundo que esse papel teve em sua vida pessoal e profissional, sublinhando sua imensa gratidão ao autor. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.
O Início Inesperado de Eduarda
Ao ser questionada sobre o convite para a novela, Gabriela Duarte relembrou um detalhe surpreendente da produção: a abertura. Ela destacou o choque ao ver fotos pessoais suas e de sua mãe, a também atriz Regina Duarte, na sequência inicial da trama.
“A gente não sabia que essa abertura ia ser da forma como ela foi, com fotos nossas pessoais, do nosso arquivo pessoal. Então, quando a gente assistiu o primeiro capítulo, eu e a minha mãe juntas, meu Deus, foi um susto muito grande”, revelou a atriz.
Esse elemento inesperado adicionou uma camada de intimidade e realismo à novela, cativando o público desde o primeiro momento e estabelecendo uma conexão única com a personagem Eduarda.
A Responsabilidade da Protagonista
Com apenas 21 anos, Gabriela Duarte assumiu o desafio de dar vida a uma protagonista com uma narrativa densa e repleta de conflitos. A experiência foi um divisor de águas em sua carreira, moldando sua percepção sobre a profissão.
“Ali eu tive uma sensação de responsabilidade, ali eu entendi qual era a responsabilidade que eu tinha fazendo esse trabalho”, afirmou Gabriela.
A personagem Eduarda enfrentava situações delicadas, como um divórcio litigioso e a convivência com um pai que lutava contra o alcoolismo, exigindo uma profundidade interpretativa considerável da jovem atriz.
Formação Pessoal e Profissional
Para Gabriela, a interpretação da personagem Eduarda foi muito além de um papel profissional. A atriz enfatizou como essa experiência contribuiu significativamente para seu amadurecimento como indivíduo.
“Isso, para mim, me formou mesmo, não só como atriz, mas como ser humano. Acho que eu sou uma pessoa melhor por causa da Eduarda”, destacou a artista.
A intensidade e a complexidade da trama, somadas à responsabilidade de liderar um elenco, foram elementos cruciais para o seu desenvolvimento, tanto artístico quanto pessoal.
Eterna Gratidão a Manoel Carlos
A atriz fez questão de ressaltar sua profunda gratidão a Manoel Carlos, o autor que lhe proporcionou essa oportunidade transformadora. A parceria com o “mestre” foi fundamental para o sucesso e o impacto da personagem Eduarda.
“Obviamente, que nada disso seria possível se não fosse o Maneco, a quem eu sou extremamente, eternamente grata”, declarou Gabriela Duarte, evidenciando o reconhecimento pelo legado e pela confiança do autor em seu talento.
Manoel Carlos, conhecido por criar personagens femininas fortes e histórias que ecoam na sociedade, deixou uma marca indelével na carreira de Gabriela, oferecendo-lhe papéis que se tornaram ícones da teledramaturgia brasileira.