O fascínio por gêmeos é universal, inspirando mitologias e obras culturais ao longo da história. Perguntas sobre poderes psíquicos ou a capacidade de sentir a dor um do outro são comuns, refletindo a curiosidade em torno de duas pessoas que, embora indivíduos distintos, compartilham uma semelhança surpreendente.
Contudo, para além do encantamento popular, a ciência vê nos gêmeos uma oportunidade ímpar para desvendar um dos maiores enigmas da existência humana: a influência da genética versus o ambiente na formação de características físicas e comportamentais. Afinal, é a natureza ou a criação que nos molda?
Nesse contexto, pesquisadores têm se aprofundado em casos raros e extraordinários de **gêmeos idênticos separados ao nascer**, revelando como a herança genética pode ter um impacto ainda maior do que se imaginava em nossos **traços de personalidade compartilhados**, conforme informações divulgadas pelo programa CrowdScience, do BBC World Service.
O enigma dos gêmeos e a ciência por trás da personalidade
Existem dois tipos principais de gêmeos. Os não idênticos, ou fraternos, nascem de dois óvulos diferentes fecundados por espermatozoides distintos, compartilhando, em média, metade do material genético, assim como irmãos comuns. Já os gêmeos idênticos, que são mais raros, ocorrendo em cerca de 3 a cada 1.000 nascimentos, resultam de um único óvulo fecundado que se divide em dois embriões, compartilhando quase todos os genes e, frequentemente, uma aparência muito semelhante.
A professora Nancy Segal, geneticista comportamental e psicóloga da California State University, Fullerton, e diretora do Twin Studies Center, dedicou sua carreira a esse campo. Ela própria uma gêmea fraterna, Segal afirma que