Weverton Rocha permanece como vice-líder do governo Lula no Senado Federal, apesar de investigações e da iminência da CPI do INSS
O Palácio do Planalto decidiu manter o senador Weverton Rocha (PDT-MA) como vice-líder do governo no Senado, apesar de ele ser alvo da CPI do INSS e das recentes investigações da Polícia Federal. A decisão reflete uma estratégia política do governo Lula para não expor ainda mais o parlamentar, que tem sido um importante aliado no Congresso Nacional.
A permanência de Weverton acontece em um momento crucial, com a iminência da instalação da CPMI do INSS e a necessidade de articulação para importantes votações. Essas informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo, destacando a complexidade da situação política.
A manutenção do senador na vice-liderança do governo Lula indica a confiança do Planalto em seu papel, mesmo diante das controvérsias que o cercam.
Estratégia do Palácio do Planalto em manter o senador alvo da CPI do INSS
Um auxiliar do presidente Lula afirmou que o senador Weverton Rocha, que também é líder do PDT, sempre ofereceu apoio fundamental ao governo no Congresso. De acordo com a fonte, remover Weverton do cargo de vice-líder apenas o deixaria ainda mais vulnerável e exposto politicamente, uma situação que o governo busca evitar.
A decisão de manter o senador alvo da CPI do INSS sublinha a importância de sua atuação nas articulações legislativas. O Palácio do Planalto parece priorizar a estabilidade e o apoio no Congresso, avaliando que a permanência do senador é estratégica neste momento delicado.
As acusações da Polícia Federal e a instalação da CPMI do INSS
Em dezembro, a Polícia Federal (PF) realizou buscas na residência do senador Weverton Rocha, apontando-o como o “sustentáculo político” de um escândalo no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Essa operação adicionou mais combustível para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que deve ser instalada no próximo mês.
Após a operação, o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), relator da comissão, declarou à Folha de S.Paulo que o senador precisa prestar depoimento. Weverton, por sua vez, nega veementemente as acusações da PF, afirmando estar sereno e confiante de que sua inocência será plenamente reconhecida.
Papel chave de Weverton Rocha na articulação do governo Lula
Além de sua posição na vice-liderança, Weverton Rocha desempenha um papel crucial como relator da indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). O senador busca repetir o sucesso obtido em 2023, quando relatou a indicação de Flávio Dino, que foi aprovada.
A sua experiência e articulação são vistas como essenciais para o governo Lula em momentos de importantes sabatinas e votações no Senado. Manter um senador alvo da CPI do INSS em uma posição tão estratégica demonstra a confiança do Planalto em sua capacidade de articulação política.
Confiança na aprovação de Jorge Messias para o STF
Apesar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda não ter dado sinais sobre a sabatina de Jorge Messias, há otimismo no governo. Durante o ato que marcou os três anos do atentado de 8 de janeiro, o líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), conversou com Messias e expressou confiança na aprovação aos jornalistas.
“Eu estou trabalhando os votos, mas acho que ele [Messias] terá os votos para ser aprovado”, disse Wagner a jornalistas no Palácio do Planalto. Essa declaração reforça a expectativa do governo Lula em ver a indicação de Messias aprovada, contando com a articulação de figuras como Weverton Rocha.