O Palácio do Planalto, sede do Governo Lula, amanheceu neste sábado (24) novamente cercado por grades de proteção. A medida foi adotada diante da possibilidade de protestos em Brasília, reforçando a segurança na capital federal.
Esta ação ocorre em um contexto de mobilização, com destaque para a caminhada de protesto liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O movimento segue em direção a Brasília, gerando expectativa nas autoridades.
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) justificou a reinstalação das grades como um caráter preventivo, seguindo protocolos de segurança. A informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo, destacando a precaução do governo.
Motivação por trás da medida de segurança
A mobilização liderada por Nikolas Ferreira é um protesto contra as penas impostas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Naquela data, as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas, resultando em centenas de prisões e condenações pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A caminhada do deputado teve início na segunda-feira (19) em Paracatu, Minas Gerais. Ele percorre cerca de 240 quilômetros até Brasília, e os organizadores esperam que aproximadamente 400 apoiadores cheguem à capital no domingo (25).
O objetivo é manifestar descontentamento com as decisões judiciais e chamar a atenção para a situação dos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. A presença das grades visa evitar qualquer tipo de incidente durante os protestos.
O protocolo de segurança e o histórico do Planalto
O GSI afirmou que as estruturas de contenção são usadas como reforço em virtude de manifestações programadas próximas à instalação presidencial. Esta é uma medida padrão em situações de potencial risco para o Palácio do Planalto.
As grades de contenção são frequentemente utilizadas em atos públicos na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes. O objetivo principal é controlar o acesso e reduzir riscos à sede do governo em momentos de grande circulação de pessoas.
Historicamente, o Palácio do Planalto permaneceu cercado de forma permanente por cerca de dez anos, desde as jornadas populares de 2013. A retirada definitiva dessas barreiras foi determinada por Lula em seu primeiro ano deste terceiro mandato.
Desde então, a contenção física passou a ser adotada apenas em situações pontuais, quando há uma avaliação de risco pelas áreas de segurança. A decisão atual de cercar o Palácio do Planalto reflete essa política de gestão de riscos.
Precedentes recentes para o cerco ao Planalto
Mais recentemente, grades foram posicionadas no dia em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a cumprir prisão domiciliar. Essa ação foi motivada pela previsão de protestos contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Naquela ocasião, o governo também adotou medidas extras para evitar confrontos e possíveis invasões, demonstrando um padrão de resposta a eventos que geram grande mobilização popular. O Governo Lula prioriza a segurança e a ordem pública.