Centenas de milhares de imagens de mulheres reais, ‘despidas’ por um recurso de inteligência artificial, têm sido espalhadas pela internet nos últimos dias. O uso do Grok, ferramenta de IA generativa integrada à rede social X, por exemplo, permite transformar fotos comuns em fakes hiper-realistas, simulando nudez ou vestimentas mínimas, sem qualquer consentimento das pessoas retratadas.
Esse fenômeno, que antes circulava apenas em ambientes obscuros da rede, agora atinge plataformas de grande alcance, levantando sérias preocupações morais e legais. As criações são difíceis de rastrear e rapidamente se espalham por outras redes, expondo as vítimas a contextos ainda mais ofensivos.
Diante desse cenário alarmante, surgem perguntas cruciais: a manipulação de imagens sem consentimento viola direitos? É crime no Brasil transformar uma foto de uma mulher vestida em uma versão de biquíni ou com nudez simulada? Especialistas discutem o enquadramento legal e a responsabilidade das plataformas, conforme informações divulgadas pela Gazeta do Povo.
O Vácuo Legal e o Desafio do Enquadramento no Brasil
O principal impasse, segundo o advogado e especialista em direito digital Walter Capanema, é o enquadramento legal dessas práticas. Ele explica que a legislação penal brasileira ainda é restrita e não acompanha a velocidade das inovações tecnológicas.
Conforme Capanema,