A Polícia Civil de São Paulo intensifica as buscas pelo policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, desaparecido desde a última quarta-feira, 7 de fevereiro. As investigações recentes indicam um cenário alarmante, o PM teria sido levado a um “tribunal do crime” após um desentendimento com um indivíduo com ligações ao tráfico de drogas na zona sul da cidade.
O caso ganhou contornos mais sombrios com a prisão de três suspeitos de envolvimento no sumiço de Fabrício. As autoridades trabalham incansavelmente para desvendar os detalhes do que realmente aconteceu com o militar, que estava de férias quando o incidente ocorreu.
Os desdobramentos apontam para uma trama complexa, com o carro do PM encontrado carbonizado e depoimentos que sugerem um desfecho trágico, conforme informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
O Início do Desaparecimento
A desavença inicial de Fabrício Gomes de Santana teria ocorrido na Avenida dos Funcionários Públicos. Horas depois, o policial se reencontrou com o mesmo homem em uma adega da região, sendo visto pela última vez naquele local. Desde então, não houve mais contato com o PM.
No dia seguinte ao desaparecimento, na quinta-feira, 8 de fevereiro, o veículo de Fabrício, um Ford Ka, foi localizado totalmente carbonizado em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Este achado reforçou a gravidade da situação e direcionou as investigações para a região, intensificando a procura pelo PM desaparecido.
O Depoimento Chocante de um Suspeito
Um dos indivíduos presos no curso da investigação forneceu um depoimento crucial sobre os eventos. Ele relatou que estava com Fabrício quando ambos foram abordados por um homem conhecido como “Gato Preto“, que teria mencionado a repercussão da discussão envolvendo um policial.
Segundo o depoimento, o PM Fabrício demonstrou nervosismo e, por decisão própria, dirigiu-se a uma área dominada pelo tráfico, popularmente conhecida como “biqueira”. No local, eles teriam sido recepcionados por aproximadamente seis pessoas e imediatamente separados pelo grupo criminoso.
Ainda de acordo com o relato do suspeito, os criminosos questionaram se Fabrício estava armado, retirando dois revólveres do policial. O depoente foi então levado para um ponto mais afastado da rua, onde permaneceu por cerca de duas horas sob interrogatório, enquanto o PM desaparecido continuava sob o domínio do grupo.
Em um momento tenso, o suspeito afirmou ter ouvido um dos envolvidos declarar que o policial seria morto. Ao ser liberado, ele foi informado de que Fabrício Gomes de Santana já estaria morto e percebeu que o veículo do PM não se encontrava mais no local onde havia sido deixado.
Buscas Continuam por Fabrício Gomes de Santana
A polícia segue empenhada em confirmar se o policial militar foi de fato assassinado. As informações obtidas a partir dos depoimentos são cruciais para direcionar as próximas etapas da investigação sobre o possível “tribunal do crime“.
Neste sábado, 10 de fevereiro, a Polícia Militar mobilizou mergulhadores para realizar buscas intensivas na região do Parque Paraíso, em Itapecerica da Serra. A ação ocorre após um dos três suspeitos presos indicar que o corpo de Fabrício teria sido jogado naquele local, intensificando a esperança de encontrar o PM e esclarecer completamente o caso do PM desaparecido.