Uma Liderança em Transformação: Do Ringue à Sala de Reuniões
A forma de liderar da CEO da Termolar, Natalie Ardrizzo, passou por uma transformação profunda, que teve suas raízes fora do ambiente corporativo. A executiva, que antes adotava uma postura combativa inspirada em sua prática de jiu-jitsu, percebeu a necessidade de um novo modelo de gestão para a fabricante gaúcha de soluções térmicas.
Essa mudança de paradigma, marcada pela transição de esportes de combate para a dança, refletiu-se diretamente na maneira como Natalie comanda a empresa. Ela migrou de uma liderança agressiva e racional para uma abordagem mais intuitiva, feminina e humana, que se provou mais eficaz na tomada de decisões estratégicas.
A Termolar, que exporta garrafas térmicas para mais de 30 países, emprega cerca de 700 funcionários e faturou aproximadamente R$ 350 milhões em 2025, está agora sob uma gestão que busca não apenas resistir, mas construir um futuro sólido e diversificado, conforme informações divulgadas em entrevista ao podcast Do Zero ao Topo.
As Raízes da Liderança Combativa: Lições do Jiu-Jitsu
Durante anos, Natalie Ardrizzo mergulhou no universo dos esportes de combate, em especial o jiu-jitsu. Essa prática, segundo ela, moldou uma mentalidade de resistência, confronto e superação constante, não apenas física, mas também mental. A lógica de aguentar tudo e ir para o embate, tão presente nas artes marciais, era replicada em sua forma de conduzir a Termolar nos momentos mais desafiadores.
Essa abordagem, embora possa parecer vantajosa em cenários de alta competitividade, carrega consigo uma série de desafios. Em um ambiente corporativo, uma liderança excessivamente combativa pode gerar um clima de constante tensão, dificultar a colaboração e inibir a criatividade. A busca incessante pela superação individual pode ofuscar a importância do trabalho em equipe e da construção de um ambiente de confiança.
A Termolar, uma empresa com mais de 60 anos de história, já enfrentou diversas crises e desafios, exigindo uma liderança resiliente. Contudo, Natalie percebeu que a resiliência não precisava ser sinônimo de agressividade ou de uma postura inflexível. As lições do jiu-jitsu, que ensinam a ler o adversário e usar a força do outro a seu favor, começaram a ser reinterpretadas sob uma nova ótica.
O Alto Custo da Resistência: Limites Físicos e Estratégicos
A mentalidade de