A Justiça do Rio de Janeiro converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva para dois homens acusados de tentar furtar um carro de luxo na Barra da Tijuca. A decisão, tomada durante audiência de custódia, reforça a gravidade do crime e a necessidade de manter os suspeitos detidos.

Os indivíduos são apontados como parte de uma quadrilha especializada em furtar veículos de alto padrão, que seriam posteriormente revendidos a traficantes da comunidade Nova Holanda, localizada no Complexo da Maré, zona norte da capital fluminense.

As informações foram divulgadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que solicitou a prisão preventiva da dupla, destacando o risco de reincidência e a complexidade do esquema criminoso.

A Prisão e a Decisão da Justiça

Fagner Yúri de Jesus Siqueira e Matheus Ferreira Vasconcelos foram presos por policiais da delegacia da Gávea na última terça-feira (6), durante a tentativa de furto do carro de luxo. O MPRJ requereu a prisão preventiva, argumentando a gravidade do delito e o perigo de que os acusados voltassem a cometer crimes de furto de automóveis caso fossem liberados.

A Justiça acatou o pedido, decretando a prisão preventiva da dupla. A decisão foi fundamentada na extensa ficha criminal dos dois, que já possuem histórico de envolvimento em furtos de veículos.

O Modus Operandi Sofisticado da Quadrilha

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Fagner e Matheus integram um grupo criminoso que monitora minuciosamente carros de luxo. Eles utilizam dispositivos eletrônicos de alta tecnologia, como decodificadores e emuladores de chave, para realizar os furtos.

Esses equipamentos permitem a abertura e o acionamento dos automóveis em um curtíssimo espaço de tempo, demonstrando a sofisticação e a organização da quadrilha em seus atos criminosos no Rio de Janeiro.

O Destino dos Carros de Luxo Furtados

Após o furto, os automóveis de luxo eram encaminhados para comunidades, onde passavam por um processo de clonagem. Essa etapa era crucial para dificultar o rastreamento e a identificação dos veículos pelas autoridades.

Posteriormente, os veículos tinham diversos destinos. Alguns eram levados para o Paraguai, onde eram utilizados como moeda de troca por armas e entorpecentes, fortalecendo as operações dos traficantes. Outros eram desmontados para alimentar o mercado paralelo de peças.

Treinamento Crimininoso e Aluguel de Equipamentos

As investigações revelaram que a própria facção criminosa é responsável pelo treinamento dos bandidos. Eles oferecem “cursos” especializados em abertura e acionamento de veículos, garantindo que os integrantes da quadrilha dominem as técnicas mais recentes de furto de carros de luxo.

Além do treinamento, a facção também disponibiliza o aluguel de decodificadores de chave, equipamentos essenciais para a execução dos furtos. Isso demonstra o nível de organização e investimento da rede criminosa para manter suas atividades ilícitas no Rio de Janeiro.

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