A ascensão da King’s League: o fenômeno que conquista a Geração Z
Uma nova modalidade esportiva, que mescla elementos do futebol tradicional com a dinâmica frenética dos videogames, tem ganhado proporções globais e capturado a atenção de milhões de jovens. Conhecida como King’s League, ou Liga do Rei, essa competição de futebol de 7, criada em 2023, é descrita por muitos da Geração Z como “muito melhor que futebol”, “muito mais emocionante” e “muito mais dinâmico” que o esporte tradicional.
Diferentemente do futebol de campo com 11 jogadores, a King’s League apresenta regras inovadoras e um ritmo acelerado, projetado especificamente para o consumo digital. A modalidade, que já conta com a participação de grandes nomes como o jogador Neymar no Brasil, não apenas se estabeleceu como um esproduto de entretenimento de massa, mas também levanta questionamentos sobre o futuro do esporte e o comportamento da audiência, especialmente a mais jovem.
O fenômeno da King’s League não se limita a um nicho, mas se expande rapidamente, atraindo investimentos significativos, grandes patrocinadores e milhões de espectadores em todo o mundo. Este novo formato está provocando uma reflexão profunda sobre como o esporte é consumido e produzido, desafiando as estruturas e os modelos de negócio do futebol tradicional, conforme informações divulgadas pelas fontes do setor.
Gerard Piqué e a visão por trás da ‘Liga do Rei’
A mente por trás da King’s League é o ex-jogador do Barcelona e da seleção espanhola Gerard Piqué, que, em parceria com o famoso streamer Ibai Llanos, utilizou sua empresa de investimentos em esporte e entretenimento, a Kosmos, para lançar a iniciativa. A premissa era clara: transformar o jogo de futebol em um espetáculo digital, feito sob medida para a era da internet e para o público jovem.
O conceito foi desenvolvido para atender às demandas de uma geração acostumada com conteúdos curtos, dinâmicos e interativos. Piqué explicou, no lançamento da modalidade, que o modelo de negócio da King’s League difere drasticamente do futebol tradicional. Enquanto as ligas e competições convencionais vendem seus direitos de transmissão para a televisão, muitas vezes no formato pay-per-view, a King’s League busca alcançar o maior número possível de celulares, tablets e televisores.
Essa estratégia de distribuição massiva é central para o sucesso da liga.