Desaceleração Momentânea: La Niña Limita a Elevação do Nível do Mar em 2025
Uma nova análise divulgada pela agência espacial norte-americana, NASA, revelou que as condições do fenômeno La Niña provocaram uma desaceleração significativa na elevação do nível médio global do mar durante o ano de 2025. Os dados indicam que a altura média dos oceanos subiu aproximadamente 0,08 centímetros (0,03 polegadas) no ano passado, um valor notavelmente inferior aos 0,59 centímetros (0,23 polegadas) registrados em 2024, quando o aumento foi mais acentuado.
Essa elevação em 2025 também ficou abaixo da taxa média de longo prazo, que tem sido de 0,44 centímetros por ano desde o início da década de 1990. Embora a trajetória geral do nível dos oceanos continue a ser de alta contínua, esses períodos de menor elevação costumam estar diretamente ligados a eventos do La Niña, uma fase do ciclo El Niño–Oscilação Sul (ENOS) que se caracteriza pelo resfriamento das águas superficiais do Oceano Pacífico oriental e pela intensificação das chuvas em diversas regiões, incluindo a América do Sul.
A pesquisa da NASA, que se baseia em sofisticados sistemas de monitoramento por satélite, oferece uma compreensão mais profunda sobre a complexa interação entre os fenômenos climáticos de curta duração e as tendências de longo prazo que afetam o nosso planeta. As informações são cruciais para a antecipação de riscos e o desenvolvimento de estratégias de resiliência em comunidades costeiras ao redor do mundo, conforme apontado pela própria agência.
Entendendo La Niña e El Niño: O Ciclo Climático que Molda os Oceanos
Para compreender a desaceleração observada no nível do mar em 2025, é fundamental contextualizar o fenômeno La Niña dentro do ciclo climático maior conhecido como El Niño–Oscilação Sul (ENOS). Este é um padrão climático natural que ocorre no Oceano Pacífico tropical e influencia o clima em escala global, alternando entre três fases: El Niño, La Niña e uma fase neutra.
O La Niña, que foi o protagonista da redução temporária da elevação do nível do mar, é caracterizado por temperaturas da superfície do mar mais frias que o normal no Pacífico equatorial central e oriental. Essa mudança de temperatura altera os padrões de vento e chuva em todo o mundo. No caso específico da América do Sul, o La Niña frequentemente intensifica as chuvas, especialmente na bacia do rio Amazonas, criando um cenário que, como observado em 2025, pode temporariamente alterar o balanço hídrico global.
Em contraste, o El Niño, a fase oposta do ciclo, é marcado por temperaturas da superfície do mar mais quentes que o normal na mesma região do Pacífico. Ele tende a provocar secas em algumas áreas e inundações em outras, muitas vezes com impactos significativos na agricultura, pesca e nos ecossistemas marinhos. A compreensão desses ciclos é vital, pois eles representam a maior fonte de variabilidade climática interanual em muitas partes do globo, exercendo uma