O Brasil, uma nação constitucionalmente laica, tem uma tradição de garantir que o Estado não se torne confessional, nem interfira no fenômeno religioso. Contudo, em 2025, essa distinção fundamental pareceu ser deliberadamente ignorada, dando lugar a um movimento institucional agressivo contra manifestações religiosas comuns.
Não se trataram de episódios isolados, mas de uma sequência de violações impensáveis à liberdade religiosa. Em diversos casos, o Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) precisou intervir, esclarecendo que laicidade não é hostilidade e que a liberdade de crença não é uma concessão do poder público.
Esse cenário levanta sérias preocupações sobre os limites da intervenção estatal na fé individual e coletiva, sugerindo que em 2025, para muitos, ser crente virou crime, ou ao menos um ato passível de vigilância e punição, conforme análise do IBDR.
O Caso Claudia Leitte: Fé, Música e uma Ação Milionária
Um dos episódios mais emblemáticos de 2025 envolveu a cantora Claudia Leitte. Em pleno exercício de sua liberdade de crença, a artista alterou um verso de uma música antiga de seu repertório, ‘Caranguejo’, para refletir sua fé cristã. Essa mudança, que não continha ataque, incitação ou menosprezo a terceiros, gerou uma ação civil pública do Ministério Público da Bahia.
O MP-BA entendeu que a simples substituição de uma divindade religiosa por outra justificaria um pedido de indenização de R$ 2 milhões por danos morais coletivos, a título de intolerância religiosa. O IBDR reagiu com uma nota pública, afirmando que mudar de crença, declarar essa mudança e manifestá-la publicamente é um direito humano fundamental.
Criminalizar, mesmo que indiretamente por um pedido indenizatório milionário, esse gesto, significa abrir espaço para algo ainda mais grave: a punição da própria conversão. Isso sugere que algumas mudanças de fé seriam toleráveis e outras não, uma violação direta à liberdade religiosa, comparável a regimes teocráticos onde a apostasia é criminalizada.
Vigilância Digital e a Tutela da Fé: ‘Plataforma do Respeito’ e PRF
O impulso de controle estatal reapareceu com a