O governo Lula definiu o novo titular para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, uma das pastas mais estratégicas do Executivo federal. A escolha recaiu sobre Wellington Cézar Lima e Silva, atualmente advogado-geral da Petrobras.

A nomeação de Lima e Silva sinaliza uma aposta em um perfil técnico, mas com uma profunda e consolidada relação de confiança com o presidente da República, um fator crucial para a gestão da área de justiça e segurança.

O convite foi formalizado após uma reunião decisiva no Palácio do Planalto, nesta terça-feira, 13 de fevereiro, conforme informações divulgadas por pessoas próximas ao governo.

A Escolha de Lula para a Justiça

Lima e Silva assume o lugar de Ricardo Lewandowski, que encerrou seu ciclo no Ministério da Justiça e Segurança Pública no último dia 9. A transição marca um momento importante para a condução das políticas de segurança e judiciais do país.

Seu nome, já confirmado a aliados e à imprensa por fontes do governo, aguarda apenas o anúncio oficial, que deve ocorrer nas próximas horas, e a subsequente publicação no Diário Oficial da União (DOU).

Perfil Técnico e Confiança Presidencial

O novo Ministro da Justiça é conhecido por seu perfil técnico apurado e pela forte proximidade com o presidente Lula. Essa relação foi solidificada durante sua atuação na Secretaria de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil.

Entre janeiro de 2023 e agosto de 2024, Lima e Silva comandou a SAJ, uma posição estratégica responsável pela análise e formulação de decretos, portarias e projetos de lei. Nesse cargo, ele mantinha despachos frequentes e diretos com o presidente, o que reforçou sua influência e conhecimento sobre as prioridades do governo.

Trânsito no Planalto e Ligações Políticas

A influência de Wellington Cézar Lima e Silva não se limita ao seu conhecimento técnico. Ele possui um trânsito considerável no núcleo duro do Palácio do Planalto, sendo considerado um nome de confiança pessoal de Lula.

Politicamente, o novo Ministro da Justiça faz parte do grupo do PT baiano, liderado pelo senador Jaques Wagner, e mantém uma relação próxima com outras figuras influentes do governo, como o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.

Trajetória e Antigas Controvérsias

Antes de ser escolhido como Ministro da Justiça, o nome de Lima e Silva chegou a circular como um possível candidato a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Contudo, Lula optou pela indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias.

A trajetória de Lima e Silva, embora marcada por cargos de relevância, não é isenta de controvérsias. Em 2016, ele chegou a ser nomeado ministro da Justiça no governo Dilma Rousseff, mas sua permanência no cargo durou apenas 11 dias.

Naquela ocasião, o Supremo Tribunal Federal (STF) barrou sua posse, entendendo que seria necessária sua exoneração formal do Ministério Público da Bahia, instituição à qual estava vinculado, antes de assumir a pasta ministerial.

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