O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 15 de fevereiro, que a política de segurança pública de seu governo atravessa um “bom momento”. Ele enfatizou as recentes ações de combate ao crime organizado, que incluem investigações sobre desvios no Banco Master e a Operação Carbono Oculto.
As operações destacadas pelo presidente visam fraudes fiscais e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, demonstrando um foco em desmantelar esquemas complexos. Essa postura reforça a determinação em atingir os responsáveis por delitos de grande escala.
A declaração ocorreu durante a posse do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, em um evento reservado no Palácio do Planalto, conforme informações divulgadas.
Lula celebra ‘bom momento’ e mira o topo do crime organizado
Durante seu discurso, o presidente Lula ressaltou que o Brasil nunca esteve tão próximo de alcançar o “andar de cima da corrupção e do crime organizado”. Ele citou a Operação Carbono Oculto, descrita como a maior já realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Polícia de São Paulo e a Receita Federal.
Outros exemplos mencionados foram a Operação Refit, que bloqueou cinco navios com 250 milhões de litros de gasolina contrabandeada, e a situação envolvendo o Banco Central e o Banco Master. “Nós vamos mostrar que o Estado brasileiro vai derrotar o crime organizado”, garantiu o presidente.
Lula também enfatizou que o enfrentamento ao crime não se resume a “ficar apenas matando gente em favela” ou “prendendo o pobre”. A estratégia é chegar “na cobertura e saber quem é efetivamente responsável, quem ganha dinheiro, quem não paga imposto, quem sonega neste país”, identificando os que contribuem para o empobrecimento nacional.
PEC da Segurança Pública: União em Ação
O presidente expressou confiança no avanço da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que tramita na Câmara dos Deputados. Esta PEC tem como objetivo principal definir o papel da União no setor, que atualmente tem a responsabilidade majoritariamente transferida para os estados pela Constituição de 1988.
A iniciativa busca esclarecer a participação da União, não apenas na transferência de recursos, mas também na atuação de órgãos como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a criação de uma Guarda Nacional robusta. O objetivo é delinear claramente as atribuições de cada um para fortalecer a segurança pública.
Novo Ministro da Justiça Defende Articulação
Após a cerimônia de posse, o novo ministro Wellington Lima e Silva conversou com jornalistas e defendeu o avanço da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional. Ele reconheceu que o governo não possui uma ampla base de apoio, mas demonstrou otimismo.
“Eu acredito piamente no sentido de responsabilidade do Congresso”, afirmou o ministro. Ele destacou a importância de o governo se esforçar para que o produto final da iniciativa legislativa seja condizente com as expectativas da política pública e contemple os interesses da sociedade na área da segurança pública.
Equipe Ministerial: Permanências e Avaliações
Em relação à composição de sua equipe, Wellington Lima e Silva informou que conversará com cada um dos secretários da pasta para avaliar a permanência ou substituição. Ele mencionou que o presidente Lula concedeu total liberdade para a montagem dos principais cargos do ministério.
Contudo, o ministro assegurou que os atuais diretores-gerais da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal permanecerão em seus cargos. “No caso dos secretários nacionais, eu me permito o direito de ouvir eles, analisar o resultado e definir ajustes”, explicou, indicando que as decisões serão baseadas em mérito e resultados produzidos até o momento.