O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca palanques robustos para sua campanha de reeleição em 2026, especialmente nos decisivos estados de São Paulo e Minas Gerais. A equipe petista avalia alianças locais que, mesmo com dificuldades de vitória, possam trazer vantagens para a chapa presidencial.
Para isso, Lula quer nomes dispostos a “ir para o sacrifício”, ou seja, candidatos que aceitem disputar eleições desafiadoras com o objetivo de fortalecer a base e o palanque presidencial. Essa é uma tática crucial para o panorama eleitoral, conforme apurado pela reportagem.
A importância dos palanques e o desafio paulista
Lula e o PT sabem da importância de uma frente política relevante nessas regiões. Em 2022, os votos de Fernando Haddad (PT) em São Paulo e Alexandre Kalil (então PSD) em Minas Gerais foram essenciais para a vitória de Lula, mesmo com a derrota de ambos nas disputas estaduais. Esse histórico reforça a estratégia de ter candidatos que, mesmo sem chances de vitória, mobilizem o eleitorado e ajudem a construir a reeleição de Lula.
Em São Paulo, o cenário é particularmente desafiador para a esquerda. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve buscar a reeleição em 2026 e tem aprovação acima de 60%, liderando as pesquisas. Isso sugere que o candidato da esquerda será um “boi de piranha”, ou seja, alguém que entra na disputa com poucas chances, mas com o objetivo de manter a pauta e o apoio ao projeto presidencial do PT.