Novos detalhes sobre a recente captura do ex-líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, vieram à tona em Washington. Informações obtidas por parlamentares americanos indicam que o casal sofreu ferimentos significativos durante a operação.

O governo Trump, em uma reunião com membros do Congresso, descreveu como Maduro e Flores tentaram fugir e se esconder, resultando em lesões na cabeça. A situação gerou preocupação e pedidos de avaliação médica para a ex-primeira-dama venezuelana.

A operação, que envolveu forças especiais americanas, não apenas resultou na detenção do casal, mas também provocou confrontos com forças cubanas na Venezuela. Os desdobramentos completos foram reportados pela CNN, que teve acesso a fontes familiarizadas com a reunião.

Os ferimentos de Maduro e Cilia Flores

De acordo com as autoridades do governo Trump, Nicolás Maduro e Cilia Flores teriam se ferido ao tentar escapar das forças americanas que realizavam a captura. Eles correram para se esconder atrás de uma pesada porta de aço dentro do complexo onde estavam.

Contudo, o batente da porta era baixo, e ambos teriam batido a cabeça violentamente ao tentar passar. Agentes da Força Delta dos EUA os detiveram logo em seguida e prestaram os primeiros socorros, após serem retirados do local.

Em um tribunal de Nova York, Maduro e sua esposa compareceram com ferimentos visíveis. O advogado de Cilia Flores informou ao juiz que ela “sofreu ferimentos significativos” durante a captura, além de uma possível fratura ou contusão grave nas costelas.

O advogado solicitou um raio-X e uma avaliação física completa para Flores, que, durante a audiência, cambaleou e inclinou a cabeça em alguns momentos. Maduro também demonstrou dificuldades para se sentar e levantar, conforme relatos de repórteres presentes.

Esboços feitos no tribunal mostram Cilia Flores com curativos na cabeça, evidenciando as lesões. Apesar disso, integrantes do governo Trump descreveram o ferimento na cabeça de Flores como “leve” durante a reunião com os parlamentares.

Confronto e baixas na operação

A operação para a captura de Maduro e esposa não ocorreu sem incidentes. Alguns agentes da Força Delta sofreram ferimentos durante a ação, que incluiu um grande tiroteio com uma força de reação rápida cubana estacionada perto do complexo de Maduro.

Os soldados americanos foram atingidos por balas e estilhaços, mas seus ferimentos não foram fatais e a expectativa é de recuperação total. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, revelou que quase 200 militares americanos foram enviados a Caracas durante a operação.

As autoridades do governo Trump que apresentaram o relatório aos parlamentares não tinham uma estimativa precisa de quantos venezuelanos ou cubanos foram mortos durante a operação. No entanto, o governo de Cuba informou que 32 de seus militares e policiais foram mortos.

Stephen Miller, chefe de gabinete adjunto de Trump para assuntos políticos, disse à CNN que o número provavelmente é maior, descrevendo o ocorrido como um “intenso tiroteio”. Ele destacou que “a grande maioria das baixas e mortes ocorreu entre os membros da Guarda Revolucionária Cubana que exerciam controle sobre a população da Venezuela”.

Operação não visa mudança de regime, diz governo Trump

Durante a apresentação aos parlamentares, as autoridades do governo Trump fizeram questão de insistir que a captura de Maduro e esposa não foi uma operação de mudança de regime. O governo venezuelano, segundo eles, permanece praticamente intacto e agora é liderado por sua vice, Delcy Rodríguez.

O senador Marco Rubio afirmou que os EUA a consideram mais pragmática do que Maduro e alguém com quem a Casa Branca pode trabalhar. Essa avaliação política foi baseada em uma análise confidencial da CIA, a agência de inteligência americana, sobre o impacto da saída de Maduro do poder.

A análise também abordou as implicações de curto prazo de sua possível remoção, sem ser uma recomendação baseada na expectativa de uma mudança de regime na Venezuela. O relatório de inteligência, mantido em sigilo, foi encomendado por altos funcionários do governo.

Espera-se que a CIA continue fornecendo recomendações semelhantes sobre a situação da liderança na Venezuela. Rubio tem sido o principal ponto de contato do governo americano com Delcy Rodríguez, com o presidente Donald Trump afirmando que o secretário “fala fluentemente com ela em espanhol” e que o relacionamento entre eles “tem sido muito forte”.

Fontes informaram que estavam em contato com Delcy Rodríguez, bem como com seu irmão Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, há meses. No entanto, essas conversas foram descritas como discussões com o regime para tentar provocar uma mudança de comportamento, e não como um pedido para que ajudassem a depor Maduro.

Delcy Rodríguez também é ministra do petróleo do país, e o governo Trump espera que ela trabalhe com os EUA na reconstrução da infraestrutura petrolífera da Venezuela, permitindo que empresas americanas operem lá no futuro.

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