A prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos chocou o cenário político global, marcando um dos eventos mais impactantes deste século. A audaciosa operação, orquestrada pelo governo de Donald Trump, não apenas redefiniu as relações internacionais, mas também sinalizou uma clara retomada da histórica Doutrina Monroe, de 200 anos atrás.
Este movimento estratégico americano gerou ondas de condenação e preocupação em diversas partes do mundo, com nações como Brasil, China e Rússia expressando forte oposição à intervenção. A ação levanta sérias questões sobre soberania e o futuro da ordem geopolítica, especialmente na América Latina.
O impacto dessa detenção e suas consequências serão o foco do programa ‘Última Análise’ desta segunda-feira (05), que contará com a participação de especialistas para decifrar o novo arranjo global, conforme informações divulgadas.
A Doutrina Monroe Revisitada: A Ação de Trump
A captura de Nicolás Maduro pelos EUA é vista como a maior demonstração de retomada da Doutrina Monroe, uma política que historicamente defende a não intervenção europeia nas Américas e, por extensão, a influência americana na região. Donald Trump, com essa ação, deixou claro que os Estados Unidos não vão tolerar que nações desafiem o poderio americano.
Este evento, que entra para a história como um marco significativo, reafirma a postura de Washington em relação a governos que considera hostis ou desestabilizadores em seu “quintal”, impactando diretamente a geopolítica global.
Reações Internacionais e o Conselho de Segurança da ONU
A prisão de Maduro gerou forte repúdio em várias frentes. O presidente brasileiro, Lula, manifestou-se sobre o ocorrido, falando em uma “fronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.
China e Rússia também reprovaram veementemente o ataque durante uma sessão do Conselho de Segurança da ONU, indicando a complexidade e a polarização que a ação americana trouxe para a geopolítica global. As reações dessas potências demonstram a tensão crescente no cenário internacional.
Delcy Rodríguez Assume a Presidência Interina
Enquanto o mundo discute as implicações da prisão de Maduro, a Venezuela se movimenta para preencher o vácuo de poder. O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) do país determinou que Delcy Rodríguez assuma o cargo de presidente interina da Venezuela neste sábado (03).
A máxima corte venezuelana exigiu que Rodríguez, o conselho de defesa da nação, o alto comando militar e o Parlamento sejam notificados “imediatamente” desta decisão, sem especificar o tempo para a cerimônia de posse. Os convidados do programa ‘Última Análise’ vão abordar qual será o papel da presidente interina.
Trump Ameaça Colômbia e Outras Nações
Além da operação na Venezuela, Donald Trump também fez declarações controversas sobre a Colômbia. Após a captura de Maduro, o republicano afirmou que o país sul-americano é “liderado por um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos” e que, em sua opinião, “não ficará no poder por muito tempo”.
Essa fala indica uma possível escalada de tensões na região, com Trump avaliando, desde já, novas operações militares em países da América Latina e outras regiões do mundo, o que pode redesenhar ainda mais a geopolítica global.