Os mercados financeiros globais registraram oscilações significativas no início da semana, com as ações americanas em um sobe e desce e o dólar experimentando uma queda notável. Essa movimentação atípica gerou preocupação entre os investidores, que observam atentamente o cenário econômico.
A causa dessa turbulência foi a intensificação da pressão do ex-presidente Donald Trump sobre o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, por meio de uma investigação criminal. Essa ação reacendeu a cautela nos mercados, levando à adoção de uma estratégia de “vender os produtos americanos”.
Embora as perdas tenham sido moderadas ao longo do dia, a combinação de queda em ações, títulos e dólar é incomum, sinalizando um nervosismo crescente. As informações detalhadas foram apuradas com base em dados de mercado divulgados.
Impacto Abrangente nos Mercados Financeiros
A resposta inicial dos investidores foi de cautela, refletida na venda de contratos futuros de ações, títulos e dólares dos EUA. Contudo, a onda de vendas se mostrou relativamente discreta na manhã de segunda-feira, dia 12, com as ações dos EUA conseguindo reduzir parte das perdas iniciais.
O Dow Jones, por exemplo, recuperou-se após uma queda acentuada, finalizando o dia com uma baixa de apenas 90 pontos, ou 0,18%. O índice S&P 500 permaneceu estável, enquanto o Nasdaq, impulsionado por empresas de tecnologia, registrou uma leve alta de 0,2%.
O dólar americano também sentiu o impacto, desvalorizando-se em relação a outras moedas importantes. O índice do dólar, que mede a força da moeda frente a seis outras, caiu 0,3%. Paralelamente, os títulos do Tesouro registraram uma leve queda, com o rendimento de referência dos títulos de 10 anos subindo para pouco menos de 4,2%.
Esse aumento nos rendimentos sugere que a ação do governo Trump contra o Fed pode ter um efeito contrário ao desejado, indicando que as taxas de juros talvez não comecem a cair como o ex-presidente exigiu. A volatilidade também foi capturada pelo VIX, o principal indicador de medo de Wall Street, que subiu 5%.
Ouro e Prata Disparam em Meio à Incerteza
Em momentos de incerteza econômica e política, os investidores frequentemente buscam refúgio em ativos considerados seguros, e esta ocasião não foi diferente. O ouro e a prata, metais preciosos, registraram altas expressivas, atingindo recordes históricos.
Os contratos futuros de ouro subiram 3,1%, ultrapassando a marca de US$ 4.600 por onça troy. A prata teve um desempenho ainda mais notável, com uma alta de 8,5%, superando os ganhos do ouro e também alcançando um recorde histórico.
Essa movimentação reflete o que Wall Street apelidou de