México se Torna Principal Fornecedor de Petróleo para Cuba, Desencadeando Pressão dos EUA
O México assumiu o posto de maior exportador de petróleo para Cuba, superando a Venezuela, uma mudança que rapidamente colocou o país latino-americano sob o escrutínio e a pressão de parlamentares republicanos dos Estados Unidos. Essa reviravolta no fornecimento de energia para a ilha comunista ocorre em um momento de fragilidade para o regime cubano, agravado pela recente captura do então ditador venezuelano Nicolás Maduro pelas forças americanas.
A situação escalou com a confirmação, pela presidente mexicana Claudia Sheinbaum, da suspensão de um embarque de petróleo para Cuba, gerando especulações sobre as motivações por trás da decisão. A movimentação do México intensifica as tensões regionais e coloca em xeque as relações comerciais entre EUA e México, especialmente com a proximidade da revisão do acordo comercial trilateral (USMCA).
As exportações mexicanas de petróleo bruto para Cuba cresceram expressivamente no último ano, enquanto as da Venezuela despencaram, tornando a nação caribenha dependente de um novo aliado em um cenário geopolítico complexo, conforme informações divulgadas pelo jornal Financial Times e declarações de autoridades americanas.
A Reviravolta no Fornecimento de Petróleo e a Dependência Cubana
A mudança na dinâmica de fornecimento de petróleo para Cuba representa um marco significativo, destacando a crescente dependência da ilha em relação ao México. Em 2025, o México enviou uma média diária de 12.284 barris de petróleo para Cuba, o que correspondeu a impressionantes 44% das importações de petróleo bruto da ilha. Em contraste, a Venezuela, que historicamente foi a principal fonte de energia para os cubanos, exportou cerca de 9.528 barris por dia, representando 34% das importações. Esses números, divulgados pelo Financial Times, sublinham uma alteração profunda no panorama energético cubano.
O crescimento das exportações mexicanas de petróleo para Cuba foi vertiginoso, registrando um aumento de 56% no ano passado em comparação com 2024. Paralelamente, as exportações venezuelanas para Cuba sofreram uma queda acentuada de 63% desde 2023. Essa inversão de papéis é crucial, pois Cuba, sob o impacto de décadas de embargo dos Estados Unidos e da contínua crise econômica, depende criticamente de importações de petróleo para sustentar sua economia e serviços básicos. A Venezuela, outrora um parceiro ideológico e econômico inabalável, tem enfrentado suas próprias crises internas e sanções internacionais, limitando sua capacidade de apoiar o regime cubano.
A transição de um fornecedor ideologicamente alinhado como a Venezuela para o México, com sua complexa relação com os EUA, introduz novas variáveis e vulnerabilidades para Cuba. A dependência de um país que está sob intensa pressão de Washington torna a situação ainda mais delicada para o regime de Miguel Díaz-Canel, que se vê obrigado a navegar em um cenário geopolítico cada vez mais instável e imprevisível.
A Fragilidade Cubana e a Captura de Nicolás Maduro
O contexto atual de aumento das exportações de petróleo mexicanas para Cuba não pode ser dissociado da situação de extrema vulnerabilidade em que o regime cubano se encontra. Conforme afirmou o deputado republicano Carlos Gimenez, em entrevista à Fox News nesta terça-feira (27), a ditadura cubana