O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Mike Johnson, trouxe esclarecimentos cruciais sobre a postura de Washington em relação à Venezuela. Ele afirmou categoricamente que não haverá envio de tropas na Venezuela, dissipando especulações sobre uma intervenção militar.
Apesar das declarações prévias do presidente Donald Trump sobre o envolvimento dos EUA, Johnson enfatizou que a ação não visa uma “mudança de regime”. A estratégia americana foca em uma abordagem diferente, buscando influenciar o comportamento do governo venezuelano.
Essas informações foram detalhadas por Johnson após uma reunião fechada da Casa Branca, e divulgadas pela CNN, delineando os limites da participação dos EUA no cenário político venezuelano.
Estratégia Legal e Sem Conflito
Johnson defendeu a autoridade legal de Trump para conduzir as operações na Venezuela, um tema discutido entre legisladores e funcionários da Casa Branca. Ele assegurou que as ações estão dentro dos parâmetros legais.
“Não estamos em guerra. Não temos forças armadas americanas na Venezuela e não estamos ocupando aquele país”, declarou Johnson. Esta fala sublinha a intenção de evitar qualquer conflito armado direto.
Foco na Mudança de Comportamento
Questionado pela CNN sobre os comentários de Trump de que os EUA “vão governar” a Venezuela, Johnson fez uma ressalva importante. Ele explicou que a descrição correta não é de “mudança de regime”.
“Trata-se de uma exigência de mudança de comportamento por parte de um regime”, reiterou Johnson. A distinção é vital para compreender que a pressão exercida visa alterar as políticas, e não derrubar o governo pela força.
O objetivo é coagir o governo interino a implementar certas práticas, sem a necessidade de uma presença militar para formar um novo governo.
Sem Soldados em Solo Venezuelano
Johnson foi taxativo: não há expectativa de envio de soldados americanos em solo venezuelano. Esta é uma garantia central da estratégia de Washington para o país.
“Não esperamos tropas em terra. Não esperamos envolvimento direto de nenhuma outra forma além de coagir o governo interino a colocar isso em prática”, concluiu. A intervenção direta é descartada, priorizando a coerção política.