Milhares de trabalhadores e estudantes nos Estados Unidos foram às ruas nesta terça-feira, expressando forte oposição às políticas anti-imigração de Trump. Os protestos eclodiram em diversas cidades e campi universitários, marcando o primeiro aniversário do segundo mandato do presidente.
A mobilização nacional reflete a crescente revolta contra a agressiva repressão à imigração, intensificada após a trágica morte de Renee Good em Minneapolis. De Washington a pequenas cidades, manifestantes exigem mudanças, conforme informações divulgadas pelas fontes.
Vozes Contra o ICE e a Repressão
A insatisfação popular se espalhou por várias localidades. Em Asheville, Carolina do Norte, manifestantes gritaram “Sem ICE”, referindo-se ao Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA. Em Cleveland, Ohio, estudantes universitários entoaram “sem ódio, sem medo, os refugiados são bem-vindos aqui”.
Já em Santa Fé, Novo México, estudantes do ensino médio saíram das aulas em protesto contra o “terror do ICE”. O governo Trump defende suas ações com base em um mandato eleitoral para deportar imigrantes irregulares.
Contudo, pesquisas recentes mostram que a maioria dos norte-americanos desaprova o uso da força pelos agentes do ICE e outras agências federais, evidenciando uma desconexão entre a política governamental e a opinião pública.
Críticas aos Centros de Detenção e Organização Social
Além das ruas, a atenção recai sobre os centros de detenção de imigrantes. Um exemplo é El Paso, Texas, onde autoridades federais registraram três mortes de detentos nas últimas seis semanas, intensificando o clamor por mais humanidade.
As ações foram organizadas por grupos de esquerda como Indivisível e 50501, sindicatos e organizações que se opõem aos centros de detenção. A ampla participação de estudantes e trabalhadores demonstra a profundidade da insatisfação com as políticas anti-imigração de Trump.