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“title”: “Ministro Toffoli e o Paraíso Particular: Um Roteiro Exclusivo Pelo Resort Favorito e Seus Custos Milionários para a Justiça”,
“subtitle”: “Desvende os detalhes do Tayayá Aqua Resort, onde o Ministro José Antonio Dias Toffoli passou quase 170 dias em três anos, com segurança custeada pelo Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.”,
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O Refúgio Luxuoso de Toffoli e os Custos Ocultos para a Justiça
O Ministro José Antonio Dias Toffoli, figura central no Supremo Tribunal Federal (STF), viu seu nome novamente em evidência, desta vez não por decisões jurídicas, mas por um padrão de lazer que levanta questionamentos. Em um período de apenas três anos, Toffoli registrou impressionantes 170 dias de estadia no luxuoso Tayayá Aqua Resort, situado em Ribeirão Claro, no interior do Paraná. Essa frequência equivale a, aproximadamente, um em cada sete dias passados no retiro de alto padrão, um dado que por si só já chama a atenção.
A revelação ganha contornos ainda mais complexos ao se constatar que a tranquilidade dessas prolongadas estadias não foi bancada integralmente pelo próprio magistrado. O Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) arcou com os custos da segurança do ministro durante esses períodos, uma despesa que ultrapassou a marca dos R$ 550 mil. Esse montante, proveniente de verbas públicas, destinado à proteção de um membro do STF em seu tempo de descanso, tem gerado amplo debate sobre a utilização de recursos do contribuinte.
A ligação de Toffoli com o Tayayá Aqua Resort, no entanto, é mais profunda do que um mero apreço pessoal pelo local. O complexo de lazer tem uma conexão familiar direta com o ministro, o que adiciona camadas de interesse e questionamento à narrativa. As informações detalhadas sobre as estadias, os custos e os laços familiares foram reveladas em uma reportagem exclusiva da Gazeta do Povo, que traçou um roteiro minucioso pelos locais frequentados por Toffoli e sua família, desvendando as nuances de um paraíso particular com implicações públicas.
A Frequência do Ministro e os Elos Familiares com o Tayayá
A presença do Ministro Dias Toffoli no Tayayá Aqua Resort é tão constante e integrada ao dia a dia do complexo que não é incomum funcionários se referirem a ele como “o proprietário”. Essa percepção, embora equivocada do ponto de vista formal, reflete a profundidade do seu relacionamento com o local, que por muitos anos teve uma conexão direta com sua família. Dois irmãos do ministro, ambos batizados com o nome de José – José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli –, foram sócios do resort por um período significativo, solidificando os laços do clã com o empreendimento.
A sociedade dos irmãos Toffoli no resort chegou ao fim em fevereiro do ano passado, quando venderam sua última cota de participação. O comprador foi o advogado Paulo Humberto Barbosa, conhecido por sua atuação junto à JBS, a gigante do setor de alimentos associada aos irmãos Joesley e Wesley Batista. Estima-se que a transação para a aquisição dessa participação tenha girado em torno de R$ 3,5 milhões, um valor expressivo que demonstra o peso econômico do Tayayá Aqua Resort e a relevância de seus cotistas.
Apesar de terem embolsado uma quantia considerável com a venda de suas cotas, José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli mantêm um padrão de vida descrito como modesto em Marília, no interior de São Paulo. José Eugênio atua profissionalmente como engenheiro eletricista, enquanto José Carlos exerce a função de padre. Essa aparente simplicidade contrasta fortemente com o luxo e os milhões envolvidos nas transações e estadias no resort, adicionando uma camada de curiosidade à dinâmica familiar e financeira dos Toffoli.
Para a família Dias Toffoli, o Tayayá Aqua Resort e a região de Ribeirão Claro se consolidaram como um ponto fixo no que pode ser chamado de seu “mapa afetivo e logístico”. Mesmo com a mudança na estrutura societária do empreendimento, o local continua sendo o refúgio preferido do ministro, um santuário de tranquilidade longe das pressões da capital federal. A palavra “Tayayá”, de origem tupi-guarani, significa “lugar de abundância”, um nome que parece se encaixar perfeitamente com a opulência e as conexões que o resort representa para seus frequentadores VIPs.
A Chegada ao Paraíso: O Dilema da Acessibilidade e a “Angra Doce”
A chegada ao Tayayá Aqua Resort revela uma democracia de fachada, com opções de acesso que separam claramente os visitantes comuns dos hóspedes de alto escalão. Para o cidadão médio, a rota até o complexo se dá pela PR-431, uma estrada pavimentada que, apesar de sinuosa, é a via terrestre principal. O trajeto já insinua a exclusividade do destino, mas é na modalidade de chegada que a distinção se torna mais evidente e simbólica.
O cenário de acesso muda drasticamente para aqueles que compõem a elite do país: ministros do STF, banqueiros, políticos influentes ou advogados de grandes corporações globais. Para esse seleto grupo, a conveniência de um heliponto a poucos metros das hospedagens elimina qualquer vestígio de sinuosidade ou tráfego. Basta pousar diretamente no local, um privilégio que sublinha a acessibilidade diferenciada para figuras de poder.
Um exemplo notório dessa facilidade foi o registro em vídeo de André Esteves, renomado sócio do BTG Pactual, aproveitando o heliponto em janeiro de 2023. O empresário foi recepcionado pessoalmente pelo próprio Ministro Dias Toffoli, uma cena que ilustra as conexões e o ambiente de exclusividade do resort. Essa interação entre figuras proeminentes do judiciário e do mercado financeiro em um ambiente de lazer privado intensifica o interesse público e a análise sobre a natureza dessas relações.
E para aqueles que, além de helicópteros, possuem jatos executivos, a infraestrutura do Tayayá Aqua Resort está em constante aprimoramento. O Aeródromo Manacá, uma pista privada com mil metros de extensão, está atualmente em construção e tem previsão de conclusão para 2027. Embora exija um pouco mais de paciência no momento, a futura pista consolidará ainda mais o Tayayá como um destino de alto luxo, completamente equipado para receber a elite do país com o máximo de conveniência e privacidade, reforçando a imagem da região como a “Angra Doce”, que combina o sossego do interior paranaense com o glamour do litoral fluminense.
O Refúgio de Toffoli: Luxo, Privacidade e Controvérsias Ambientais
O check-in no Tayayá Aqua Resort, normalmente liberado a partir das 18h para os hóspedes dos apartamentos Aqua Luxo – a categoria mais acessível, com diárias que chegam a R$ 1.740 no verão para até quatro pessoas – já insinua a gama de opções luxuosas. Contudo, o verdadeiro paraíso particular do Ministro Dias Toffoli transcende essas categorias padrão, revelando um nível de exclusividade e isolamento que poucos podem desfrutar.
Nem sempre é possível garantir uma vaga na Vila Ecoview, uma área exclusiva e cobiçada, estrategicamente localizada no topo de um morro. Ali, cada cota de propriedade alcança a cifra de R$ 750 mil, dividida entre 13 proprietários, o que já denota um ambiente de alta seletividade. Para aqueles que não são cotistas, mas desejam experimentar o luxo da Ecoview, as diárias podem girar em torno de R$ 1.200 por pessoa, refletindo o caráter premium da área.
É precisamente na Vila Ecoview que o Ministro Toffoli encontra seu refúgio ideal, um santuário de privacidade e tranquilidade, distante das complexas e estressantes rotinas dos tribunais. As casas dessa área são projetadas para oferecer o máximo de conforto e exclusividade, contando com três suítes espaçosas, piscina particular privativa e uma vista desimpedida e espetacular para a represa. Mas, talvez o atributo mais valorizado por figuras públicas como o ministro seja o isolamento total que a Vila proporciona, garantindo discrição e um escape genuíno.
Apesar de todo o luxo e a exuberância natural, a Vila Ecoview não está isenta de controvérsias. Uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo trouxe à tona que a área utilizada pelo ministro carece de licença ambiental de operação, possuindo apenas uma autorização para construção. Essa revelação levanta sérias questões sobre a conformidade ambiental de uma parte tão exclusiva do resort. Embora detalhes técnicos como esses possam parecer menores diante da beleza natural, a ausência de uma licença de operação para um empreendimento desse porte, especialmente em uma área de preservação ou sensibilidade ambiental, pode ter implicações significativas, tanto legais quanto éticas, para os envolvidos e para a imagem do local.
Gastronomia e Entretenimento: O Lado Social e Polêmico do Tayayá
Após um dia de contemplação e lazer, o jantar no Tayayá Aqua Resort, incluso na diária, é servido no restaurante Gran Tayayá, que opera em sistema de buffet durante a alta temporada. Para aqueles que buscam uma experiência gastronômica mais descontraída e estão dispostos a um gasto extra, a Praça da Lua oferece uma alternativa atraente. Este centro gastronômico independente reúne diversas opções, como pizzaria, hamburgueria e temakeria, proporcionando variedade e um ambiente mais informal.
Os preços na Praça da Lua refletem o padrão do resort: um hambúrguer básico com fritas custa R$ 45, enquanto refrigerantes não saem por menos de R$ 9. Bebidas alcoólicas como cervejas, drinks e vinhos têm preços a partir de R$ 15, R$ 49 e R$ 120, respectivamente. Até mesmo as garrafinhas de água mineral são vendidas por R$ 6, um valor que leva alguns visitantes mais experientes, especialmente aqueles com crianças, a trazerem fardos inteiros de água na bagagem, uma prática curiosa que revela o planejamento dos hóspedes.
Devidamente alimentados, os hóspedes mais aventureiros podem se dirigir ao cassino do Tayayá, um animado espaço noturno dedicado à jogatina. A administração do resort afirma que as máquinas instaladas no local são de “raspadinha eletrônica”, regulamentadas pelo governo do Paraná. Contudo, uma reportagem do site Metrópoles indicou que, além das raspadinhas, também é possível jogar cartas valendo dinheiro no local, o que levanta questões sobre a legalidade de tais operações no Brasil, onde jogos de azar são restritos.
O cassino não é apenas um local de apostas, mas também um ponto de encontro social, onde é possível observar o movimento e, com sorte, cruzar com artistas, políticos e figurões do mercado financeiro. Em dezembro de 2025, o Ministro Toffoli foi anfitrião de uma festa particular que marcou a inauguração do centro de entretenimento adulto “tayayano”, recebendo uma galeria de famosos. A estrela maior do evento foi ninguém menos que Ronaldo “Fenômeno”, que atualmente se dedica ao pôquer, reforçando o status do resort como um hub de networking e lazer para a elite brasileira, sob os olhos atentos da imprensa e da sociedade.
Encontros Estratégicos e Conexões Financeiras na Represa de Chavantes
O desjejum da manhã seguinte no Tayayá Aqua Resort, servido entre tapiocas e ovos mexidos, convida inevitavelmente à reflexão. É quase impossível não pensar em todos os personagens do noticiário nacional que passaram pelo resort, não apenas para lazer, mas para encontros estratégicos com o Ministro Dias Toffoli. A lista de visitantes ilustres é extensa e suas implicações para o cenário político e econômico brasileiro são notáveis, transformando o resort em um palco discreto para importantes articulações.
Um dos casos mais emblemáticos que emergiu dessas conexões é o de Fabiano Zettel. Pastor e cunhado de Daniel Vorcaro, ex-apresentador de programa de TV gospel e atualmente controlador do Banco Master, Zettel adquiriu, em 2021, parte da cota da família Toffoli no Tayayá por expressivos R$ 6,6 milhões. Essa transação financeira, envolvendo pessoas tão próximas ao ministro e figuras do mercado financeiro, gerou intenso debate e levantou sérias questões éticas, especialmente em um contexto onde o Banco Master é objeto de processos e análises no STF.
A existência de uma relação tão próxima e financeiramente significativa entre um ministro do Supremo e uma figura ligada a um banco com processos na corte tem sido apontada por muitos como motivo suficiente para que Toffoli se declarasse impedido ou suspeito na relatoria de casos envolvendo o Banco Master. No entanto, as regras de impedimento e suspeição, nem sempre são tão rígidas ou interpretadas de forma unânime quanto os horários de um buffet de hotel, abrindo margem para discussões sobre a transparência e a imparcialidade do judiciário em situações de conflito de interesses.
Após o café da manhã, o convite é para explorar a represa de Chavantes, onde, segundo funcionários do hotel, o ministro costuma passear em um barco reservado exclusivamente para ele. Para os hóspedes em geral, o complexo oferece caiaques e pranchas de stand-up paddle sem custo adicional, permitindo uma conexão mais direta com a natureza. Já os passeios motorizados, que proporcionam uma experiência mais abrangente pela represa, são cobrados à parte e podem facilmente ultrapassar os R$ 1 mil, dependendo da duração e do tipo de embarcação.
Um alerta importante para os visitantes da represa: relatos de turistas que avistam jacarés nas águas da Chavantes não são raros. Na dúvida, muitos optam pela segurança e comodidade das seis piscinas e dos três “bares molhados” que o complexo oferece, garantindo um lazer aquático sem surpresas. Aqueles que preferem a margem do lago, com tempo livre para a contemplação, podem novamente se dedicar a organizar mentalmente a complexa teia de conexões entre Dias Toffoli e as diversas figuras de destaque na imprensa e no cenário nacional que frequentam ou se relacionam com o Tayayá Aqua Resort, um verdadeiro ponto de convergência de poder e influência.
Ribeirão Claro: O Legado da Família Toffoli e a Homenagem Inusitada
O check-out no Tayayá, geralmente estendido até às 15h para que os hóspedes possam aproveitar a piscina e o almoço antes de partir, marca o fim da imersão no luxuoso resort. Contudo, o “tour Toffoli” não se encerra ali; a próxima parada sugere uma breve, mas significativa, incursão por Ribeirão Claro, a cidade do Norte Pioneiro do Paraná que se tornou um ponto de referência no mapa afetivo e logístico da família do ministro.
O passeio por Ribeirão Claro, embora conciso, oferece um vislumbre das raízes e da influência da família Toffoli na região. Após uma volta pela praça principal e uma visita à Igreja Matriz, o destino final do roteiro é um local de particular interesse: o Fórum Eleitoral da cidade. Este prédio, que cumpre uma função essencial para a democracia local, foi nomeado em 2018 como Luiz Toffoli, em homenagem ao pai do ministro.
A homenagem a Luiz Toffoli foi justificada por sua “contribuição à Justiça Eleitoral”, uma justificativa que, no entanto, gerou discussões. O patriarca da família Toffoli, apesar da honraria, não exerceu a magistratura nem ocupou qualquer cargo público formal na Justiça Eleitoral. Além disso, Luiz Toffoli sequer nasceu em Ribeirão Claro, sendo natural de São Simão (SP), e estabeleceu-se na vida adulta em Marília, São Paulo. A inauguração oficial do imóvel ocorreu no ano seguinte à nomeação, e o filho ilustre, que já havia recebido o título de Cidadão Honorário do município em 2017, fez questão de comparecer à solenidade. Para o evento, o ministro viajou em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), acompanhado por uma comitiva de 20 pessoas, um detalhe que reforça o peso de sua presença e a dimensão da homenagem prestada à sua família.
O Fórum Eleitoral Luiz Toffoli, portanto, não é apenas um edifício público, mas um símbolo da inserção e do prestígio da família do ministro na região, um ponto de conexão entre a vida pública de um dos mais importantes juristas do país e suas origens familiares. A visita a este local encerra a jornada por Ribeirão Claro, deixando uma sugestão de expansão do roteiro para quem deseja aprofundar ainda mais na história da família.
Marília: O Berço da Família e de Negócios com ‘Jeitão Despojado’
Para aqueles que desejam completar a experiência e mergulhar ainda mais fundo nas raízes da família Toffoli, uma sugestão de expansão do roteiro é uma visita a Marília, no interior de São Paulo. Esta cidade não é apenas a terra natal do Ministro José Antonio Dias Toffoli, mas também o berço da Maridt Participações, a empresa que pertenceu aos irmãos do magistrado e que se tornou um ponto focal nas discussões sobre o patrimônio e os negócios da família.
A Maridt Participações, embora tenha movimentado cifras milionárias com a venda de cotas do Tayayá Aqua Resort, está registrada em um endereço que surpreende pela sua simplicidade, destoando completamente do luxo e da opulência associados ao resort. Segundo uma reportagem do Estadão, a sede da companhia está localizada em uma casa simples, com características que sugerem um cotidiano modesto: pintura descascada, portão enferrujado e calçada quebrada. Essa descrição contrasta vivamente com a imagem de poder e riqueza que poderia ser esperada de uma empresa envolvida em transações de milhões de reais.
Essa aparente discrição e simplicidade, quase um “jeitão despojado”, é consistentemente associada à família Toffoli em diversos contextos, desde o padrão de vida dos irmãos em Marília até o endereço de suas empresas. Contudo, essa imagem de modéstia coexiste com a realidade das estadias prolongadas e luxuosas do ministro em um resort de alto padrão, cujos custos de segurança foram arcados com dinheiro público, e com as volumosas transações financeiras envolvendo a família e figuras proeminentes do cenário econômico nacional.
O contraste entre a fachada modesta e as complexas redes de influência e capital levanta uma série de questionamentos sobre a transparência e a ética nas relações entre o público e o privado, especialmente quando envolvem figuras de tamanha relevância institucional. A jornada pelo “mapa afetivo e logístico” da família Toffoli, que se estende do luxuoso Tayayá Aqua Resort à discreta Marília, revela uma narrativa multifacetada, onde a abundância da natureza e das oportunidades se entrelaça com histórias de família, simbologia e, por vezes, controvérsias que reverberam muito além das fronteiras do Paraná e de São Paulo, alcançando os mais altos escalões do poder judiciário brasileiro.
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