O ex-presidente Jair Bolsonaro teve seu pedido de remoção para atendimento hospitalar negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 6 de fevereiro. O incidente ocorreu após uma queda na madrugada, enquanto Bolsonaro estava detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
A decisão de Moraes foi baseada na avaliação da equipe médica da própria Polícia Federal, que indicou ferimentos leves e a desnecessidade de um encaminhamento imediato para o hospital. Contudo, a situação gerou preocupação na família e na defesa do ex-presidente.
A esposa de Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, expressou publicamente sua apreensão, detalhando o ocorrido e levantando a necessidade de exames mais aprofundados para verificar possíveis danos. As informações sobre o caso foram amplamente divulgadas pela defesa e familiares.
Decisão de Moraes e Avaliação Médica Oficial
Conforme o despacho de Alexandre de Moraes, a recusa em transferir Jair Bolsonaro para um hospital baseou-se diretamente na análise da equipe da Polícia Federal. “O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, apontou o ministro em sua decisão.
Dessa forma, Moraes concluiu que não haveria “nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital”. A avaliação médica oficial, portanto, considerou que a condição do ex-presidente não justificava uma internação de urgência após a queda na prisão.
Preocupação da Família e Relato de Michelle Bolsonaro
Apesar da avaliação da PF, a família de Bolsonaro manifestou grande preocupação com o estado de saúde do ex-presidente. Michelle Bolsonaro utilizou suas redes sociais, especificamente o Instagram, para relatar o ocorrido e o sofrimento do marido.
“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, escreveu a ex-primeira-dama. Ela lamentou que o atendimento médico só tenha ocorrido na manhã desta terça-feira, quando Bolsonaro foi chamado para a visita, por volta das 9h, devido ao quarto permanecer fechado.
Michelle ainda destacou que o ex-presidente não se recordava “quanto tempo ficou desacordado”. Por isso, ela enfatizou a necessidade de exames para verificar eventual “trauma ou possível dano neurológico”, reforçando a preocupação com a saúde de Bolsonaro. O médico particular, Cláudio Birolini, que atende o ex-presidente, afirmou à imprensa que Bolsonaro teve um “traumatismo leve”.
Exigência de Laudo Médico para Exames Futuros
A defesa de Jair Bolsonaro, por sua vez, foi aconselhada pelo médico particular do ex-presidente a realizar exames. Moraes, em sua decisão, acatou essa possibilidade, mas com condições claras: “desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”.
O ministro determinou que a defesa indique quais são os exames necessários. O objetivo é que “se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário”, buscando uma solução que concilie a necessidade médica com as condições da custódia. O laudo médico detalhado se torna, assim, um documento crucial para os próximos passos no atendimento à saúde de Bolsonaro.