O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) os pedidos de reconsideração da prisão preventiva de Filipe Martins. Ele é ex-assessor para Assuntos Internacionais do governo Bolsonaro e sua situação jurídica está em debate.
A defesa de Martins contesta a revogação da prisão domiciliar, alegando que o suposto descumprimento das medidas cautelares não foi voluntário. A decisão de Moraes de envolver a PGR visa obter um parecer técnico sobre os argumentos apresentados.
Este movimento judicial busca esclarecer a controvérsia em torno do uso de redes sociais e as condições da custódia de Filipe Martins, conforme informações divulgadas.
O Cenário da Prisão Preventiva de Filipe Martins
Anteriormente, Filipe Martins estava em prisão domiciliar, cumprindo medidas cautelares rigorosas. Entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição total de utilizar redes sociais eram pontos cruciais impostos pela Corte.
No entanto, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de Martins ao identificar um suposto uso da rede social LinkedIn. A Corte considerou que a busca por perfis de terceiros na plataforma configuraria um descumprimento das restrições.
A Tese da Defesa: ‘Evento Algorítmico’ e Não Uso Voluntário
Em resposta à decisão, a defesa de Filipe Martins apresentou sucessivos pedidos de reconsideração. Os advogados sustentam que não houve um ato voluntário ou consciente de utilizar a plataforma LinkedIn por parte de seu cliente.
Segundo os defensores, o registro de atividade na rede social seria, na verdade, um ‘evento técnico de natureza algorítmica’. Eles argumentam que tal ocorrência é desprovida de conteúdo comunicacional e, portanto, incapaz de justificar o endurecimento da custódia cautelar.
A defesa ainda afirma que o episódio é ‘absolutamente irrelevante do ponto de vista jurídico’. Não haveria, segundo os advogados, prova de que o réu tenha tentado burlar as determinações impostas pelo STF.
O Papel da PGR na Análise da Prisão de Filipe Martins
Diante do impasse e dos argumentos apresentados pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes decidiu solicitar a manifestação da PGR. ‘Encaminhem-se os autos à Procuradoria-Geral da República para manifestação no prazo de 15 dias’, determinou o ministro.
A manifestação da PGR será fundamental para a próxima etapa do processo. O órgão terá um prazo de duas semanas para analisar os argumentos da defesa e emitir seu parecer sobre a revogação da prisão domiciliar e a manutenção da prisão preventiva de Filipe Martins.