O cenário político brasileiro se despede de uma de suas figuras mais proeminentes. O ex-ministro e ex-deputado federal Raul Jungmann faleceu neste domingo, 18 de fevereiro, aos 77 anos, após uma longa e corajosa batalha contra o câncer. Sua morte representa uma significativa perda para a vida pública do país, onde atuou em diversas frentes e em governos distintos.
Jungmann, conhecido por sua capacidade técnica e habilidade de diálogo, ocupou pastas de grande relevância, como o Ministério da Defesa e o Ministério Extraordinário da Segurança Pública. Sua trajetória foi marcada pela dedicação a temas cruciais para o desenvolvimento e a segurança nacional, sempre buscando soluções e construindo pontes em momentos de crise.
A notícia de seu falecimento gerou uma onda de comoção e homenagens por parte de autoridades e colegas. Conforme informações divulgadas pelo jornal O Globo, após um período de cuidados paliativos em casa, Jungmann foi internado novamente em um hospital de Brasília no fim de semana, mas não resistiu ao agravamento de seu quadro de saúde.
Trajetória Política e Cargos de Destaque
A carreira política de Raul Jungmann foi consolidada por passagens de destaque pelo Poder Executivo federal. Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, ele assumiu o Ministério do Desenvolvimento Agrário, onde liderou a gestão de conflitos fundiários e impulsionou políticas de reforma agrária, demonstrando sua capacidade de lidar com questões sociais complexas.
Anos depois, no governo de Michel Temer, Jungmann foi uma peça fundamental. Ele assumiu o estratégico Ministério da Defesa, tornando-se um dos civis a comandar a pasta responsável pelas Forças Armadas. Sua gestão foi elogiada pela capacidade de articulação e pela busca por modernização das instituições militares.
Ainda na gestão Temer, Jungmann foi titular do recém-criado Ministério Extraordinário da Segurança Pública. Essa pasta foi estabelecida com o objetivo de articular ações federais no combate ao crime organizado e coordenar intervenções nos estados, um desafio que ele abraçou com determinação e foco na segurança dos cidadãos.
Além de sua atuação ministerial, Raul Jungmann também foi eleito deputado federal por três mandatos: nos pleitos de 2002, 2006 e 2014. No Congresso, manteve um perfil técnico e político, o que lhe permitiu transitar por diferentes espectros ideológicos e focar sua atuação em áreas como gestão de crises, segurança e defesa nacional.
Desde 2022, mesmo com o agravamento de seu quadro de saúde, Jungmann continuava ativo, ocupando o cargo de diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), mostrando seu comprometimento contínuo com o desenvolvimento do país.
Autoridades Lamentam a Perda
A morte de Raul Jungmann provocou uma série de manifestações de pesar de diversas autoridades. O senador Sérgio Moro (União-PR) foi um dos primeiros a lamentar, afirmando que se trata de uma perda para a vida pública.