A Venezuela registra mais uma morte sob custódia estatal, um caso que reacende alertas sobre a situação dos direitos humanos no país. Desta vez, a vítima é Edison José Torres Fernández, um policial de 52 anos, que estava detido desde dezembro.
Sua morte, ocorrida no sábado (10), dois dias após o anúncio oficial de libertações, levanta sérias questões sobre as condições dos detidos políticos e a responsabilidade do Estado venezuelano.
O caso foi denunciado na madrugada deste domingo (11) pela ONG Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos (CLIPP), que exige uma investigação transparente sobre as circunstâncias do óbito.
A Morte Sob Custódia e as Acusações
Edison José Torres Fernández, policial do estado de Portuguesa com mais de 20 anos de serviço na brigada hospitalar de Guanare, foi detido em 9 de dezembro, conforme informou o CLIPP.
A prisão ocorreu por ele supostamente compartilhar mensagens críticas contra o regime e o governador chavista Primitivo Cedeño.
De maneira extraoficial, a ONG detalhou que a ele foram imputados os crimes de traição à pátria e associação criminosa. Torres Fernández estava detido em um centro da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) em Caracas.
Até o momento, não há informações oficiais sobre as causas de sua morte ou o atendimento médico recebido. Essa lacuna é considerada inaceitável pelo CLIPP.
A organização ressalta que