O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) intensificou a demanda por acesso irrestrito a informações confidenciais relativas à liquidação do Banco Master. A medida visa garantir a transparência e a efetividade da fiscalização sobre os atos do Banco Central, em um cenário de tensão institucional.

A questão do sigilo bancário tornou-se um ponto central de discórdia, com o sub-procurador-geral Lucas Rocha Furtado buscando assegurar que nenhuma restrição comprometa a apuração completa. A iniciativa reflete a busca por clareza e responsabilidade, conforme informações obtidas sobre o pedido formalizado ao presidente do TCU.

MP Quer Autorização Judicial para Acessar Dados

Nesta terça-feira, Lucas Rocha Furtado, do MP junto ao TCU, encaminhou um ofício ao presidente Vital do Rêgo, sugerindo uma estratégia. Ele propôs que o tribunal acione a Advocacia-Geral da União (AGU) para obter uma autorização judicial no Supremo Tribunal Federal.

O objetivo é claro, conseguir permissão legal para que os técnicos do TCU acessem todos os documentos sob sigilo, evitando riscos de acusações por quebra de sigilo bancário. Isso garantiria a legalidade e a profundidade da inspeção na liquidação do Banco Master.

Vital do Rêgo Promete Manter o Sigilo

Em contraste com a solicitação do Ministério Público, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, já havia se posicionado. Após uma reunião com a cúpula do Banco Central, ele afirmou que os sigilos seriam integralmente preservados durante a inspeção. Esta postura integra esforços para minimizar a crise entre as instituições, incluindo a retirada de recursos do Banco Central do plenário do TCU.

Preocupação com a Fiscalização do Banco Central

Na avaliação de Lucas Rocha Furtado, a manutenção irrestrita dos sigilos pode criar barreiras. Ele expressa preocupação de que tais limitações interfiram diretamente na capacidade de fiscalização dos atos do Banco Central. Para Furtado, o acesso total aos dados sigilosos do Banco Master é essencial para que o TCU cumpra plenamente seu papel de controle externo.

Aguardando Resposta do Presidente do TCU

Até o final da tarde desta terça-feira, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, não havia se manifestado sobre o pedido de Lucas Rocha Furtado. A decisão do tribunal será crucial para os rumos da fiscalização na liquidação do Banco Master e para a definição do acesso a dados sigilosos em futuras investigações.

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