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Agronegócio brasileiro atinge recorde de 28,6 milhões de trabalhadores, impulsionando a economia e superando a média nacional de crescimento do emprego.
O agronegócio brasileiro alcançou um marco histórico no terceiro trimestre de 2025, registrando o maior número de trabalhadores em sua série histórica. O setor empregou um total de 28,6 milhões de pessoas, consolidando sua posição como um dos principais motores de geração de empregos no país.
Este expressivo aumento representa um crescimento de 2%, ou seja, 568,8 mil novas ocupações, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Tal performance não apenas demonstra a vitalidade do setor, mas também reflete sua capacidade de expansão e adaptação às dinâmicas econômicas.
Os dados, divulgados nesta segunda-feira (9) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), sublinham a resiliência e a importância estratégica do agronegócio para a economia nacional.
A Força do Agronegócio no Emprego Nacional: Um Crescimento Histórico
O agronegócio brasileiro não apenas cresceu, mas superou as expectativas do mercado de trabalho nacional. Enquanto o setor registrou um avanço de 2% no número de trabalhadores, o mercado de trabalho brasileiro como um todo adicionou 1,37 milhão de pessoas no mesmo período. Isso significa que o agronegócio contribuiu de forma desproporcional para a geração de empregos, evidenciando sua robustez.
Com 28,6 milhões de pessoas empregadas, o setor atingiu o maior contingente de trabalhadores desde o início da série histórica do Cepea/CNA, em 2012. Esse recorde é um testemunho da crescente demanda por mão de obra qualificada e não qualificada em todas as suas cadeias produtivas, desde a produção de insumos até a distribuição final de produtos.
A participação dos trabalhadores no agronegócio no total de ocupações do Brasil também teve um aumento significativo, atingindo 26,35%. Esse percentual representa um acréscimo de 0,2 pontos percentuais em relação ao ano anterior, reforçando a ideia de que o setor é um pilar fundamental para a estabilidade e o desenvolvimento econômico do país.
Este cenário de crescimento contínuo e recorde histórico sublinha a capacidade do agronegócio de gerar renda e oportunidades, mesmo em contextos econômicos desafiadores. A expansão não se limita apenas à quantidade de empregos, mas também à diversificação das funções e à modernização das atividades, impulsionando a qualificação profissional em diferentes frentes.
Segmento de Insumos: A Base para a Produção em Expansão
O segmento de insumos, vital para a sustentação e o avanço da produção agropecuária, registrou um crescimento de 1,5% na população ocupada ao comparar o terceiro trimestre de 2024 e o de 2025. Esse aumento reflete diretamente a saúde e a expansão das atividades primárias, que demandam cada vez mais tecnologia e produtos especializados.
Com exceção das indústrias de rações, que não apresentaram crescimento notável, todas as outras atividades dentro do segmento de insumos contribuíram para esse desempenho positivo. Destaque-se o crescimento nas indústrias de fertilizantes, que são cruciais para a produtividade do solo; defensivos, essenciais para a proteção das lavouras; medicamentos veterinários, indispensáveis para a saúde animal; e máquinas agrícolas, que modernizam as operações no campo.
Os pesquisadores do Cepea e da CNA apontam que esse aumento no número de trabalhadores nessas indústrias ao longo do tempo é um indicativo claro do fortalecimento econômico das atividades agropecuárias. À medida que o setor primário se desenvolve e se torna mais produtivo, a demanda por soluções e produtos de alta tecnologia aumenta, criando um ciclo virtuoso de crescimento e geração de empregos.
Isso significa que a base tecnológica e de suporte do agronegócio está se expandindo, atraindo investimentos e talentos. A modernização do campo e a busca por maior eficiência impulsionam não só a produção de alimentos, mas também toda a cadeia de valor que a antecede, garantindo que o setor continue a ser um motor de inovação e emprego.
Agropecuária: O Coração do Campo com Crescimento Contínuo
No setor primário, a agropecuária – as atividades “dentro da porteira” – também demonstrou um desempenho robusto, com um aumento de 0,7% no contingente de trabalhadores. Este crescimento é um reflexo direto da produtividade e da expansão tanto na agricultura quanto na pecuária, os pilares da produção de alimentos e matérias-primas no Brasil.
O incremento de mão de obra na agropecuária é fundamental, pois é neste segmento que se inicia a cadeia produtiva do agronegócio. A demanda por trabalhadores no campo está ligada ao manejo de culturas, criação de animais, aplicação de tecnologias agrícolas e gestão de propriedades, mostrando que a base do setor continua a ser uma grande geradora de oportunidades.
A expansão na agricultura é impulsionada por safras cada vez mais expressivas e pela diversificação de culturas, enquanto a pecuária se beneficia do aumento da demanda por carne, leite e outros produtos de origem animal, tanto no mercado interno quanto no internacional. Ambos os subsegmentos contribuem para a sustentação dos níveis de emprego e para o desenvolvimento das comunidades rurais.
Esse crescimento, mesmo que percentualmente menor que em outros segmentos, é crucial, pois representa a fundação sobre a qual todo o restante da cadeia do agronegócio se apoia. A saúde da agropecuária é um termômetro da capacidade do Brasil de alimentar sua população e contribuir para a segurança alimentar global, ao mesmo tempo em que gera milhões de empregos diretos.
Agroindústria: Transformação e Agregação de Valor Impulsionam Ocupações
A agroindústria, responsável pela transformação dos produtos do campo em bens de consumo e outras mercadorias, registrou um avanço de 1% no total de trabalhadores em sua comparação anual. Este segmento é essencial para agregar valor à produção primária, criando uma vasta gama de produtos que chegam às mesas e aos lares dos consumidores.
Dentro das agroindústrias de base agrícola, diversos setores contribuíram para esse incremento. Notam-se os avanços nas indústrias de vestuário e acessórios, que utilizam fibras naturais como algodão; de bebidas, incluindo sucos e outras produções; de móveis de madeira, que processam recursos florestais; e a indústria do etanol, que transforma a cana-de-açúcar em biocombustível e energia. Cada um desses setores demonstra a diversidade e a capacidade de inovação da agroindústria.
No que tange às agroindústrias de base pecuária, o desempenho positivo foi impulsionado pelos crescimentos observados nas agroindústrias de abate de animais, que processam carnes para consumo, e de laticínios, que transformam o leite em uma variedade de produtos. Esses segmentos são vitais para a oferta de alimentos proteicos e lácteos, atendendo a uma demanda constante dos consumidores.
O crescimento na agroindústria é um indicativo de que a cadeia produtiva está se tornando mais complexa e sofisticada, gerando empregos em fábricas, frigoríficos, usinas e centros de processamento. A capacidade de transformar a matéria-prima em produtos elaborados não só aumenta a rentabilidade do setor, mas também cria uma vasta gama de oportunidades de trabalho em diferentes níveis de qualificação.
Agrosserviços: O Setor que Acompanha e Sustenta o Avanço do Campo
O segmento de agrosserviços se destacou como o de maior crescimento, com um impressionante avanço de 4,5% no quadro de trabalhadores entre o terceiro trimestre do ano retrasado e o mesmo período do ano passado. Esse resultado não apenas sublinha a importância crescente dos serviços especializados para o agronegócio, mas também reflete o dinamismo da economia nacional.
Conforme nota divulgada pelo Cepea, esse crescimento expressivo é um reflexo tanto do cenário econômico nacional quanto do aumento da relevância dos agrosserviços para a economia do Brasil. Isso inclui uma vasta gama de atividades, como consultoria, logística, transporte, pesquisa e desenvolvimento, assistência técnica, comercialização, seguros e tecnologias da informação aplicadas ao campo.
De forma geral, o crescimento das ocupações nesse segmento está fortemente associado à retomada das atividades agroindustriais. Isso abrange desde o processamento de produtos agropecuários até a fabricação de insumos, o que, em última instância, é um reflexo das profundas transformações econômicas vivenciadas pelo agronegócio. A digitalização, a busca por eficiência e a complexidade das operações modernas exigem cada vez mais suporte especializado.
Além disso, o bom desempenho da agropecuária, impulsionado por expectativas de safras recordes e pela manutenção de elevados níveis de abate, tem ampliado a necessidade de mão de obra nos agrosserviços que sustentam essas atividades. Esse cenário contribui para aquecer o mercado de trabalho, criando oportunidades para profissionais com diversas formações e habilidades, desde técnicos de campo até especialistas em gestão e tecnologia.
O Contexto Macroeconômico e as Expectativas para o Futuro do Emprego no Campo
O crescimento recorde no número de trabalhadores no agronegócio, conforme revelado pelos dados do Cepea/CNA, não é um fenômeno isolado, mas sim o resultado de um conjunto de fatores macroeconômicos e setoriais favoráveis. O fortalecimento econômico das atividades agropecuárias nos últimos anos tem sido o principal motor dessa expansão, gerando um ciclo virtuoso de investimentos, produtividade e, consequentemente, empregos.
As expectativas de safras recordes, impulsionadas por condições climáticas favoráveis e avanços tecnológicos, estimulam toda a cadeia produtiva. Desde a demanda por sementes e fertilizantes (segmento de insumos) até o transporte e processamento dos grãos (agrosserviços e agroindústria), cada etapa requer mais mão de obra. Da mesma forma, a manutenção de elevados níveis de abate na pecuária sustenta a demanda por trabalhadores nos frigoríficos e em toda a logística de distribuição.
Esse dinamismo do agronegócio contribui significativamente para a estabilidade econômica do Brasil. Em um cenário global de incertezas, a capacidade do setor de gerar empregos e renda em larga escala serve como um amortecedor, ajudando a mitigar os impactos de flutuações em outros setores da economia. A relevância estratégica do agronegócio para o Produto Interno Bruto (PIB) e para a balança comercial do país é inegável.
Olhando para o futuro, a tendência é que o agronegócio continue a ser um polo de atração de investimentos e de geração de oportunidades. A constante busca por inovação, a adoção de novas tecnologias e a expansão para mercados internacionais prometem manter o setor em uma trajetória de crescimento, consolidando sua posição como um dos pilares do desenvolvimento socioeconômico brasileiro e um grande empregador.
O Agronegócio como Pilar da Geração de Renda e Desenvolvimento no Brasil
O recorde histórico de 28,6 milhões de trabalhadores no agronegócio brasileiro é mais do que um número; é um indicativo da vitalidade e da importância estratégica de um setor que alimenta o país e o mundo. Este crescimento de 2% no último ano, superando a média nacional de geração de empregos, demonstra a resiliência e a capacidade de adaptação do agronegócio frente aos desafios econômicos.
A abrangência do setor, que engloba desde a produção de insumos e a agropecuária “dentro da porteira” até a agroindústria e os agrosserviços, cria um ecossistema complexo e interconectado de oportunidades. Cada segmento contribui de forma única para a geração de renda e para o desenvolvimento regional, desde as grandes lavouras e rebanhos até as pequenas propriedades familiares e as indústrias de transformação.
A capacidade do agronegócio de absorver uma parcela tão significativa da força de trabalho brasileira – 26,35% do total de ocupações – ressalta seu papel fundamental na inclusão social e na distribuição de renda. O setor não apenas oferece empregos diretos, mas também impulsiona uma vasta rede de atividades indiretas, movimentando o comércio, o transporte, a pesquisa e o desenvolvimento em diversas regiões do país.
Em suma, os dados divulgados pelo Cepea/CNA confirmam o agronegócio como um motor inquestionável da economia brasileira. Sua trajetória de crescimento sustentável e sua capacidade de gerar milhões de empregos reforçam sua posição como um dos setores mais dinâmicos e promissores, essencial para o presente e o futuro do Brasil, garantindo segurança alimentar, desenvolvimento econômico e oportunidades para a sua população.
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