Uma ação conjunta de grandes proporções, batizada de Operação Haras do Crime, resultou na prisão de sete pessoas nesta quinta-feira, 22 de fevereiro. O objetivo é desarticular uma sofisticada quadrilha especializada no furto de petróleo, atuando por meio da perfuração clandestina de oleodutos da Transpetro.
A operação se estende por diversos estados brasileiros, com ações simultâneas no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina, evidenciando a ampla atuação do grupo criminoso.
As investigações buscam não apenas cumprir mandados de prisão e busca e apreensão, mas também interromper imediatamente as atividades ilegais. A quadrilha possui estrutura organizada e hierarquia, conforme informações divulgadas pelo governo do Estado do Rio de Janeiro e pela Polícia Civil.
O Modus Operandi do Esquema Criminiso
A quadrilha operava por meio de um ciclo criminoso integrado, que se iniciava com a perfuração dos dutos sob proteção armada. O petróleo extraído era então transportado em caminhões-tanque, utilizando rotas interestaduais de forma clandestina.
Para a comercialização, o produto ilícito era “legalizado” com o uso de notas fiscais falsas, emitidas por empresas de fachada. Esse esquema permitia a venda do petróleo roubado no mercado, gerando lucros expressivos para a organização.
A Complexa Estrutura e Atuação Interestadual
De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa apresentava uma estrutura bem definida, com hierarquia operacional e clara divisão de tarefas entre os integrantes. A articulação do grupo se estendia para fora do estado do Rio de Janeiro, demonstrando sua capacidade de expansão.
Essa complexidade permitia à quadrilha coordenar as diversas etapas do furto de petróleo, desde a extração até a comercialização, dificultando a atuação das autoridades e a identificação de todos os envolvidos no esquema.
Local da Extração e Táticas de Intimidação
As investigações apontam que o material era extraído em uma fazenda localizada em Guapimirim, na Baixada Fluminense, região por onde passa um trecho do oleoduto. O local, pertencente a uma família de contraventores, sublinha a dificuldade de fiscalização.
A polícia afirma que há comprovação de intimidação de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos utilizados na prática ilegal. Essas táticas visavam proteger o esquema e dificultar a coleta de evidências contra os criminosos.
Impacto da Operação e Próximos Passos
O objetivo central da Operação Haras do Crime é interromper de forma imediata as atividades ilegais da quadrilha e desmantelar sua estrutura. Além das prisões, a ação busca apreender bens e equipamentos ligados ao esquema.
Segundo a Polícia Civil, os investigados nesta operação também respondem como réus em outros processos, o que reforça o histórico criminoso do grupo e a necessidade de uma ação contundente para conter suas atividades.