Operação Pretorianos II: Alvo nos Policiais Aposentados e a Rede de Rogério de Andrade
Uma nova fase da Operação Pretorianos, denominada Pretorianos II, deflagrada recentemente, resultou na prisão de policiais militares aposentados. Os ex-PMs são investigados por suspeita de prestarem serviços de segurança privada ao contraventor Rogério de Andrade, figura central no cenário do jogo do bicho e de atividades ilícitas no Rio de Janeiro.
A ação policial representa um avanço significativo nas investigações sobre a intrincada rede de corrupção e crime organizado que envolve figuras proeminentes da contravenção e agentes de segurança pública. Um mandado de prisão também foi expedido contra o próprio Rogério de Andrade, que já se encontra detido na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, reforçando a gravidade das acusações.
Esta operação sublinha a persistente infiltração de elementos do crime organizado em instituições de segurança, mesmo após a aposentadoria de seus membros. A investigação busca desmantelar estruturas que fornecem apoio logístico e de proteção a contraventores, revelando a complexidade das relações entre o submundo carioca e ex-integrantes das forças policiais, conforme informações divulgadas pelo UOL.
Rogério de Andrade: O Bicheiro por Trás da Teia Criminosa
Rogério de Andrade é uma figura notória no universo da contravenção carioca, sendo apontado como um dos principais líderes do jogo do bicho e de outras atividades ilícitas, como máquinas de caça-níqueis. Sua trajetória é marcada por disputas violentas e um histórico de envolvimento em crimes graves, que o colocaram repetidamente no centro das atenções das autoridades.
O contraventor foi preso em 29 de outubro de 2024, após ser denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) como o mandante do assassinato de Fernando Iggnacio Miranda. Iggnacio, que era seu rival na disputa pelo controle de territórios da contravenção, foi brutalmente assassinado em um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, no ano de 2020, em um ataque que chocou a opinião pública pela sua audácia e execução.
Atualmente, Rogério de Andrade cumpre sua pena em uma unidade de segurança máxima, a Penitenciária Federal de Campo Grande. A emissão de um novo mandado de prisão contra ele na Operação Pretorianos II, mesmo já estando detido, indica a profundidade e a amplitude das novas acusações e a continuidade das investigações sobre suas conexões e atividades criminosas, mesmo à distância.
A Guerra da Contravenção: Um Legado de Sangue e Disputas no Rio
A história de Rogério de Andrade está intrinsecamente ligada à sangrenta