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“subtitle”: “Popularização de Ozempic e Mounjaro não reduz consumo de alimentos no Brasil, mas impulsiona busca por saudabilidade e proteínas, segundo Scanntech.”,
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Medicamentos para Emagrecimento e Diabetes Ainda Não Alteram Volume de Compras em Supermercados Brasileiros
A crescente adoção de medicamentos para diabetes e emagrecimento, como Ozempic e Mounjaro, ainda não se traduziu em uma diminuição perceptível no volume de compra de alimentos em supermercados e atacarejos brasileiros. Essa é a principal conclusão de um recente levantamento da empresa de inteligência de mercado Scanntech, que analisou o impacto dessas substâncias no comportamento de consumo no país.
Ao contrário de mercados mais maduros, como os Estados Unidos, onde os efeitos desses fármacos já são mais evidentes, o Brasil apresenta um cenário de estabilidade. A pesquisa indica que o crescimento nas vendas de medicamentos à base de GLP-1 teve um efeito quase nulo sobre a maioria dos setores alimentares, mantendo a consistência tanto em mercearia básica quanto em produtos perecíveis.
Os dados revelam que, embora a discussão sobre esses medicamentos seja intensa, suas implicações diretas no carrinho de compras do brasileiro ainda são incipientes. A análise da Scanntech oferece um panorama detalhado sobre como a chamada “revolução Ozempic” está se manifestando no varejo nacional, conforme informações divulgadas pelo próprio estudo.
A Metodologia Abrangente por Trás da Análise da Scanntech
Para chegar a essas conclusões, a Scanntech empregou uma metodologia robusta e multifacetada, que vai muito além da simples correlação entre vendas de medicamentos e alimentos. A empresa considerou uma vasta gama de variáveis macroeconômicas, como a inflação, a renda média da população e a taxa de desemprego, que são fatores cruciais para entender o poder de compra e as escolhas dos consumidores.
Além dos indicadores econômicos, o estudo também incorporou dados mais específicos e até inusitados, como a temperatura média e o interesse por apostas esportivas, os chamados “bets”. Essa abordagem visa isolar e descartar a influência de outros fatores que poderiam impactar a análise, garantindo que qualquer correlação identificada seja de fato atribuível aos medicamentos.
Após essa fase de descarte e validação de variáveis, a Scanntech realiza uma avaliação de longo prazo, segmentada por região, para projetar os padrões de consumo. Somente depois de estabelecer uma base sólida de comportamento alimentar regional é que o consumo das canetas emagrecedoras é sobreposto aos dados, permitindo traçar uma correlação precisa e confiável.
Essa complexidade metodológica é fundamental para assegurar a acurácia dos resultados, distinguindo o impacto dos medicamentos de outras tendências de mercado ou flutuações sazonais. A profundidade da análise demonstra o compromisso da Scanntech em fornecer uma visão clara e objetiva sobre um tema de crescente interesse público e econômico.
O Contraste com Mercados Internacionais e o Mercado Paralelo
A pesquisa da Scanntech destaca uma diferença marcante entre o cenário brasileiro e o de mercados onde os medicamentos à base de GLP-1 já estão mais consolidados, como os Estados Unidos. Enquanto nos EUA estudos apontam para uma redução no consumo de alimentos, o Brasil ainda não replica essa tendência em larga escala. Essa divergência pode ser atribuída a diversos fatores, incluindo o tempo de adoção dos medicamentos, o acesso e a penetração no mercado.
Priscila Ariani, diretora de marketing da Scanntech e responsável pelos estudos de mercado da empresa, enfatiza um ponto crucial: a utilização real dos medicamentos pode ser ainda maior do que os dados oficiais de vendas sugerem, devido à existência de um mercado paralelo para essas substâncias. Mesmo considerando essa utilização expandida, os resultados da análise permanecem consistentes.
“Isso valida ainda mais os resultados da nossa análise de que, no país, não há impacto relevante de baixa nas vendas de alimentos provocada pelas canetas emagrecedoras”, afirma Ariani. A existência de um mercado secundário, embora torne a quantificação exata um desafio, não altera a conclusão principal de que o efeito no volume total de alimentos vendidos ainda é mínimo no Brasil.
Esse contraste reforça a ideia de que a jornada de impacto desses medicamentos no consumo é gradual e depende de um conjunto de fatores socioeconômicos e culturais específicos de cada país. O Brasil, com suas particularidades de distribuição e acesso à saúde, segue uma trajetória distinta, por enquanto, em relação a mercados mais desenvolvidos.
A Verdadeira Revolução: Além dos Medicamentos, a Busca por Saudabilidade
A pesquisa da Scanntech, ao aprofundar-se nos dados, revelou uma tendência ainda mais ampla e significativa que transcende o uso isolado de Ozempic e Mounjaro. Priscila Ariani aponta que o crescimento no consumo desses medicamentos está inserido em uma mudança comportamental coletiva, impulsionada por uma busca crescente por saudabilidade, bem-estar e performance.
Essa mudança de paradigma reflete uma consciência cada vez maior da população sobre a importância de hábitos de vida mais saudáveis, que incluem não apenas a prática de exercícios físicos, mas também uma alimentação mais equilibrada. Os medicamentos, nesse contexto, atuam como um catalisador ou um componente adicional dentro de um movimento já existente e em expansão.
Se, por um lado, o consumo de Ozempic e Mounjaro não diminuiu o volume geral de vendas de alimentos, por outro, ele se alinha a uma transformação qualitativa no tipo de alimentos que os brasileiros estão buscando. A preocupação com a saúde e a forma física está moldando as escolhas dos consumidores de maneira profunda, redefinindo as prioridades no carrinho de compras.
Essa visão mais holística sugere que a influência dos medicamentos não deve ser analisada de forma isolada, mas sim como parte de um ecossistema maior de busca por um estilo de vida mais ativo e consciente. A “revolução Ozempic”, portanto, não é apenas farmacológica, mas também cultural e comportamental, impactando a forma como as pessoas encaram sua saúde e alimentação.
Categorias Alimentares em Ascensão: O Boom das Proteínas
Embora o volume total de vendas de alimentos não tenha sofrido uma redução notável, a pesquisa da Scanntech identificou uma mudança significativa na composição da cesta de compras dos brasileiros. Categorias alimentares diretamente ligadas a proteínas e à performance em atividades físicas registraram um crescimento expressivo, evidenciando a virada do consumidor para escolhas mais saudáveis.
O destaque vai para o whey protein, cujo volume de vendas disparou em 117,1%, seguido de perto pela creatina, com um aumento de 84,1%. Esses suplementos, antes restritos a atletas de alta performance, agora se popularizam entre a população em geral, refletindo a busca por um corpo mais forte e saudável. Os cereais proteicos também apresentaram um avanço notável de 18,4%, e os iogurtes proteicos cresceram 22,5%, indicando uma preferência por alimentos que contribuam para a ingestão de proteínas ao longo do dia.
Produtos pré e pós-treino também ganharam espaço significativo, acompanhando a tendência de maior engajamento com atividades físicas. Os leites saborizados com maior teor de proteína registraram uma alta de 15,8%, mostrando que a busca por proteína se estende até mesmo a bebidas de consumo diário. Em contrapartida, alimentos açucarados e calóricos, tradicionalmente populares, enfrentaram uma queda em suas vendas.
Essa inversão nas preferências alimentares é um indicador claro de que, mesmo sem uma diminuição no volume total, o perfil nutricional das compras está se alterando. Os consumidores estão buscando ativamente opções que apoiem seus objetivos de saúde e fitness, priorizando ingredientes que contribuam para a manutenção e o desenvolvimento muscular, bem como para a saciedade.
A Indicação Médica e a Tendência Fitness: Uma Confluência de Fatores
A diretora Priscila Ariani explica que a redução de calorias e o aumento no consumo de proteínas são tendências notórias, resultantes de uma confluência de fatores. Por um lado, pacientes que utilizam medicamentos à base de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, frequentemente recebem a indicação médica de aumentar o aporte de fibras e proteínas em suas dietas, visando otimizar os resultados do tratamento e promover a saciedade.
Por outro lado, essa recomendação médica se sobrepõe a um movimento mais amplo da população em geral, que já vinha buscando uma vida mais saudável e um corpo mais “fitness”. Pessoas que não utilizam os medicamentos também estão ativamente realizando a troca de alimentos calóricos por opções mais nutritivas e ricas em proteínas, impulsionadas pela conscientização sobre saúde e bem-estar.
Essa sinergia entre as indicações clínicas e as aspirações pessoais amplifica o impacto no mercado de alimentos. Os suplementos, que antes eram nicho de atletas, agora se tornaram parte da dieta da população em geral. Ariani ilustra essa massificação com um dado interessante: “O contexto de saudabilidade e fitness se sobrepõe ao crescimento dos medicamentos – por exemplo, a busca pelo termo ‘academia’ no Google é 2,5 vezes maior do que pelo termo Mounjaro.”
Isso demonstra que a influência dos medicamentos é um componente dentro de uma macro-tendência de saúde e fitness, que já estava em curso. A combinação desses dois vetores – a necessidade médica e o desejo pessoal – está remodelando o panorama alimentar brasileiro de forma mais profunda e acelerada.
O Potencial Futuro: Patentes, Acesso e Impacto Projétil
A Scanntech avalia que a atual situação no Brasil, onde o impacto dos medicamentos Ozempic e Mounjaro no consumo de alimentos ainda é mínimo, pode sofrer alterações significativas no futuro. Um fator chave para essa mudança é a potencial queda da patente desses medicamentos, o que levaria a um aumento considerável no acesso e na disponibilidade de versões genéricas ou similares, tornando-os mais acessíveis a uma parcela maior da população.
Com a maior acessibilidade, os efeitos desses medicamentos no consumo poderiam se tornar mais visíveis e mensuráveis, estabelecendo uma relação direta e inegável. Para ilustrar esse cenário futuro, o estudo faz um paralelo com os Estados Unidos, um mercado mais maduro para esse tipo de fármaco. Uma pesquisa realizada pela Cornell University naquele país apontou para uma redução no consumo de alimentos de 5,3% em consumidores após seis meses de uso de medicamentos à base de GLP-1.
Esse dado americano serve como um indicativo do que pode acontecer no Brasil à medida que o uso desses medicamentos se popularizar e se consolidar. A transição de um mercado de nicho para um de massa pode acelerar a transformação dos hábitos alimentares, levando a uma diminuição mais acentuada no consumo de certos tipos de alimentos, especialmente os de alto teor calórico e baixo valor nutricional.
Portanto, a Scanntech não apenas analisa o presente, mas também projeta cenários futuros, considerando a evolução do mercado farmacêutico e seu impacto potencial no varejo alimentar. A queda das patentes é vista como um divisor de águas que pode redefinir completamente a dinâmica de consumo no país.
Monitoramento Contínuo e Perspectivas para o Varejo
Diante das complexas e dinâmicas mudanças no comportamento do consumidor, a Scanntech reforça seu compromisso com o monitoramento contínuo do tema. A empresa seguirá acompanhando de perto a evolução do impacto de Ozempic e Mounjaro, bem como as tendências mais amplas de saudabilidade, para fornecer insights atualizados ao mercado.
“Seguimos acompanhando o tema de forma contínua, observando categorias, missões de compra e transformações no comportamento do shopper”, afirma Priscila Ariani. Essa vigilância constante é crucial para que varejistas e fabricantes de alimentos possam adaptar suas estratégias, portfólios de produtos e campanhas de marketing às novas realidades de consumo.
Para o varejo, entender essas transformações é vital para se manter competitivo. A crescente demanda por produtos proteicos e saudáveis, aliada à potencial alteração no consumo geral de alimentos em um futuro próximo, exige flexibilidade e capacidade de inovação. As empresas que conseguirem antecipar e responder a essas mudanças estarão em melhor posição para prosperar.
A pesquisa da Scanntech não apenas revela o cenário atual, mas também acende um alerta para o que está por vir, incentivando o setor a se preparar para um futuro onde a saúde e o bem-estar serão ainda mais centrais nas decisões de compra dos consumidores brasileiros.
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Medicamentos para Emagrecimento e Diabetes Ainda Não Alteram Volume de Compras em Supermercados Brasileiros
A crescente adoção de medicamentos para diabetes e emagrecimento, como Ozempic e Mounjaro, ainda não se traduziu em uma diminuição perceptível no volume de compra de alimentos em supermercados e atacarejos brasileiros. Essa é a principal conclusão de um recente levantamento da empresa de inteligência de mercado Scanntech, que analisou o impacto dessas substâncias no comportamento de consumo no país.
Ao contrário de mercados mais maduros, como os Estados Unidos, onde os efeitos desses fármacos já são mais evidentes, o Brasil apresenta um cenário de estabilidade. A pesquisa indica que o crescimento nas vendas de medicamentos à base de GLP-1 teve um efeito quase nulo sobre a maioria dos setores alimentares, mantendo a consistência tanto em mercearia básica quanto em produtos perecíveis.
Os dados revelam que, embora a discussão sobre esses medicamentos seja intensa, suas implicações diretas no carrinho de compras do brasileiro ainda são incipientes. A análise da Scanntech oferece um panorama detalhado sobre como a chamada “revolução Ozempic” está se manifestando no varejo nacional, conforme informações divulgadas pelo próprio estudo.
A Metodologia Abrangente por Trás da Análise da Scanntech
Para chegar a essas conclusões, a Scanntech empregou uma metodologia robusta e multifacetada, que vai muito além da simples correlação entre vendas de medicamentos e alimentos. A empresa considerou uma vasta gama de variáveis macroeconômicas, como a inflação, a renda média da população e a taxa de desemprego, que são fatores cruciais para entender o poder de compra e as escolhas dos consumidores.
Além dos indicadores econômicos, o estudo também incorporou dados mais específicos e até inusitados, como a temperatura média e o interesse por apostas esportivas, os chamados “bets”. Essa abordagem visa isolar e descartar a influência de outros fatores que poderiam impactar a análise, garantindo que qualquer correlação identificada seja de fato atribuível aos medicamentos.
Após essa fase de descarte e validação de variáveis, a Scanntech realiza uma avaliação de longo prazo, segmentada por região, para projetar os padrões de consumo. Somente depois de estabelecer uma base sólida de comportamento alimentar regional é que o consumo das canetas emagrecedoras é sobreposto aos dados, permitindo traçar uma correlação precisa e confiável.
Essa complexidade metodológica é fundamental para assegurar a acurácia dos resultados, distinguindo o impacto dos medicamentos de outras tendências de mercado ou flutuações sazonais. A profundidade da análise demonstra o compromisso da Scanntech em fornecer uma visão clara e objetiva sobre um tema de crescente interesse público e econômico.
O Contraste com Mercados Internacionais e o Mercado Paralelo
A pesquisa da Scanntech destaca uma diferença marcante entre o cenário brasileiro e o de mercados onde os medicamentos à base de GLP-1 já estão mais consolidados, como os Estados Unidos. Enquanto nos EUA estudos apontam para uma redução no consumo de alimentos, o Brasil ainda não replica essa tendência em larga escala. Essa divergência pode ser atribuída a diversos fatores, incluindo o tempo de adoção dos medicamentos, o acesso e a penetração no mercado.
Priscila Ariani, diretora de marketing da Scanntech e responsável pelos estudos de mercado da empresa, enfatiza um ponto crucial: a utilização real dos medicamentos pode ser ainda maior do que os dados oficiais de vendas sugerem, devido à existência de um mercado paralelo para essas substâncias. Mesmo considerando essa utilização expandida, os resultados da análise permanecem consistentes.
“Isso valida ainda mais os resultados da nossa análise de que, no país, não há impacto relevante de baixa nas vendas de alimentos provocada pelas canetas emagrecedoras”, afirma Ariani. A existência de um mercado secundário, embora torne a quantificação exata um desafio, não altera a conclusão principal de que o efeito no volume total de alimentos vendidos ainda é mínimo no Brasil.
Esse contraste reforça a ideia de que a jornada de impacto desses medicamentos no consumo é gradual e depende de um conjunto de fatores socioeconômicos e culturais específicos de cada país. O Brasil, com suas particularidades de distribuição e acesso à saúde, segue uma trajetória distinta, por enquanto, em relação a mercados mais desenvolvidos.
A Verdadeira Revolução: Além dos Medicamentos, a Busca por Saudabilidade
A pesquisa da Scanntech, ao aprofundar-se nos dados, revelou uma tendência ainda mais ampla e significativa que transcende o uso isolado de Ozempic e Mounjaro. Priscila Ariani aponta que o crescimento no consumo desses medicamentos está inserido em uma mudança comportamental coletiva, impulsionada por uma busca crescente por saudabilidade, bem-estar e performance.
Essa mudança de paradigma reflete uma consciência cada vez maior da população sobre a importância de hábitos de vida mais saudáveis, que incluem não apenas a prática de exercícios físicos, mas também uma alimentação mais equilibrada. Os medicamentos, nesse contexto, atuam como um catalisador ou um componente adicional dentro de um movimento já existente e em expansão.
Se, por um lado, o consumo de Ozempic e Mounjaro não diminuiu o volume geral de vendas de alimentos, por outro, ele se alinha a uma transformação qualitativa no tipo de alimentos que os brasileiros estão buscando. A preocupação com a saúde e a forma física está moldando as escolhas dos consumidores de maneira profunda, redefinindo as prioridades no carrinho de compras.
Essa visão mais holística sugere que a influência dos medicamentos não deve ser analisada de forma isolada, mas sim como parte de um ecossistema maior de busca por um estilo de vida mais ativo e consciente. A “revolução Ozempic”, portanto, não é apenas farmacológica, mas também cultural e comportamental, impactando a forma como as pessoas encaram sua saúde e alimentação.
Categorias Alimentares em Ascensão: O Boom das Proteínas
Embora o volume total de vendas de alimentos não tenha sofrido uma redução notável, a pesquisa da Scanntech identificou uma mudança significativa na composição da cesta de compras dos brasileiros. Categorias alimentares diretamente ligadas a proteínas e à performance em atividades físicas registraram um crescimento expressivo, evidenciando a virada do consumidor para escolhas mais saudáveis.
O destaque vai para o whey protein, cujo volume de vendas disparou em 117,1%, seguido de perto pela creatina, com um aumento de 84,1%. Esses suplementos, antes restritos a atletas de alta performance, agora se popularizam entre a população em geral, refletindo a busca por um corpo mais forte e saudável. Os cereais proteicos também apresentaram um avanço notável de 18,4%, e os iogurtes proteicos cresceram 22,5%, indicando uma preferência por alimentos que contribuam para a ingestão de proteínas ao longo do dia.
Produtos pré e pós-treino também ganharam espaço significativo, acompanhando a tendência de maior engajamento com atividades físicas. Os leites saborizados com maior teor de proteína registraram uma alta de 15,8%, mostrando que a busca por proteína se estende até mesmo a bebidas de consumo diário. Em contrapartida, alimentos açucarados e calóricos, tradicionalmente populares, enfrentaram uma queda em suas vendas.
Essa inversão nas preferências alimentares é um indicador claro de que, mesmo sem uma diminuição no volume total, o perfil nutricional das compras está se alterando. Os consumidores estão buscando ativamente opções que apoiem seus objetivos de saúde e fitness, priorizando ingredientes que contribuam para a manutenção e o desenvolvimento muscular, bem como para a saciedade.
A Indicação Médica e a Tendência Fitness: Uma Confluência de Fatores
A diretora Priscila Ariani explica que a redução de calorias e o aumento no consumo de proteínas são tendências notórias, resultantes de uma confluência de fatores. Por um lado, pacientes que utilizam medicamentos à base de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, frequentemente recebem a indicação médica de aumentar o aporte de fibras e proteínas em suas dietas, visando otimizar os resultados do tratamento e promover a saciedade.
Por outro lado, essa recomendação médica se sobrepõe a um movimento mais amplo da população em geral, que já vinha buscando uma vida mais saudável e um corpo mais “fitness”. Pessoas que não utilizam os medicamentos também estão ativamente realizando a troca de alimentos calóricos por opções mais nutritivas e ricas em proteínas, impulsionadas pela conscientização sobre saúde e bem-estar.
Essa sinergia entre as indicações clínicas e as aspirações pessoais amplifica o impacto no mercado de alimentos. Os suplementos, que antes eram nicho de atletas, agora se tornaram parte da dieta da população em geral. Ariani ilustra essa massificação com um dado interessante: “O contexto de saudabilidade e fitness se sobrepõe ao crescimento dos medicamentos – por exemplo, a busca pelo termo ‘academia’ no Google é 2,5 vezes maior do que pelo termo Mounjaro.”
Isso demonstra que a influência dos medicamentos é um componente dentro de uma macro-tendência de saúde e fitness, que já estava em curso. A combinação desses dois vetores – a necessidade médica e o desejo pessoal – está remodelando o panorama alimentar brasileiro de forma mais profunda e acelerada.
O Potencial Futuro: Patentes, Acesso e Impacto Projétil
A Scanntech avalia que a atual situação no Brasil, onde o impacto dos medicamentos Ozempic e Mounjaro no consumo de alimentos ainda é mínimo, pode sofrer alterações significativas no futuro. Um fator chave para essa mudança é a potencial queda da patente desses medicamentos, o que levaria a um aumento considerável no acesso e na disponibilidade de versões genéricas ou similares, tornando-os mais acessíveis a uma parcela maior da população.
Com a maior acessibilidade, os efeitos desses medicamentos no consumo poderiam se tornar mais visíveis e mensuráveis, estabelecendo uma relação direta e inegável. Para ilustrar esse cenário futuro, o estudo faz um paralelo com os Estados Unidos, um mercado mais maduro para esse tipo de fármaco. Uma pesquisa realizada pela Cornell University naquele país apontou para uma redução no consumo de alimentos de 5,3% em consumidores após seis meses de uso de medicamentos à base de GLP-1.
Esse dado americano serve como um indicativo do que pode acontecer no Brasil à medida que o uso desses medicamentos se popularizar e se consolidar. A transição de um mercado de nicho para um de massa pode acelerar a transformação dos hábitos alimentares, levando a uma diminuição mais acentuada no consumo de certos tipos de alimentos, especialmente os de alto teor calórico e baixo valor nutricional.
Portanto, a Scanntech não apenas revela o cenário atual, mas também acende um alerta para o que está por vir, incentivando o setor a se preparar para um futuro onde a saúde e o bem-estar serão ainda mais centrais nas decisões de compra dos consumidores brasileiros.
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