A movimentação no Congresso Nacional se intensifica em torno do Banco Master, com parlamentares articulando investigações paralelas nas Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no INSS e na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O objetivo é driblar a resistência da cúpula do Congresso em criar uma CPI exclusiva para o caso e os obstáculos impostos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que dificultam o acesso a evidências cruciais.

Apesar das barreiras, congressistas buscam alternativas para avançar nas apurações que envolvem bilhões de reais em possíveis crimes financeiros e a conexão com o esquema de empréstimos consignados fraudulentos. A estratégia passa por convocações de dirigentes e pessoas ligadas ao controlador da instituição, Daniel Vorcaro, conforme apurações.

Essa ofensiva visa garantir que as responsabilidades no caso Master sejam devidamente esclarecidas, mesmo diante de entraves judiciais que, segundo alguns parlamentares, esvaziam o papel constitucional do Legislativo.

Novas frentes na CPMI do INSS miram diretores e familiares do Banco Master

Membros da CPMI do INSS planejam intensificar a apuração sobre o Banco Master, focando na convocação de diretores da instituição e em depoimentos de parentes de seu controlador, Daniel Vorcaro. Essa é uma tática para contornar as restrições impostas por Dias Toffoli, que limitou o acesso dos congressistas a quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico do banqueiro, conforme informações divulgadas.

Em dezembro, o ministro Toffoli determinou que documentos obtidos com as quebras de sigilo ficassem sob custódia da presidência do Senado, aguardando uma decisão definitiva do STF. Tal medida, na prática, esvaziou uma das principais frentes de investigação do colegiado. Contudo, as decisões da CPMI e da Justiça que autorizaram as quebras de sigilo contra Vorcaro foram mantidas válidas.

A ligação do Banco Master com a CPMI do INSS reside no seu envolvimento com os escândalos de empréstimos consignados de aposentados e pensionistas. Investigações apontam que o banco teria firmado 338,6 mil contratos de crédito consignado com beneficiários do INSS entre outubro de 2021 e setembro de 2025. Desse total, cerca de 252 mil contratos, o equivalente a 74,3%, não teriam sido apresentados pela instituição financeira.

Requerimentos da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) solicitam a convocação de um superintendente, dois diretores e um sócio do Banco Master para depor na CPMI do INSS. A senadora argumenta que os convocados ocupavam cargos de alta relevância, colocando-os no centro das decisões estratégicas e dos processos de governança do banco. Um requerimento para ouvir o próprio Daniel Vorcaro já foi aprovado, mas sua presença ainda é incerta, visto que outros depoentes conseguiram se ausentar de oitivas por decisões do Supremo.

A expectativa dos parlamentares é que a retomada dos trabalhos em fevereiro permita acelerar as convocações e ampliar o escopo da investigação. A defesa de Daniel Vorcaro, procurada, afirmou que o empresário

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