O cenário rural brasileiro vive um momento de expectativas e incertezas com o anúncio de um ambicioso plano de reforma agrária. A proposta, que visa assentar milhares de famílias, é apresentada como a solução definitiva para os conflitos fundiários.
Entretanto, a promessa de uma duradoura paz no campo levanta questionamentos cruciais sobre a eficácia das desapropriações para conter as invasões de terras e garantir a tranquilidade dos produtores rurais em todo o país.
A iniciativa do governo, que busca redefinir a dinâmica agrária e promete a paz no campo, expõe as complexidades de se alcançar um consenso em um tema tão sensível e polarizado, conforme informações apuradas.
A Promessa de Paz no Campo e o Plano de Desapropriações
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, anunciou um vasto pacote de desapropriações destinado à reforma agrária. O plano prevê o assentamento de 230 mil famílias, além de atender a 26 mil que já aguardavam por terras.
A expectativa é que o anúncio oficial seja feito pelo presidente Lula em Salvador, durante um encontro nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O ministro argumenta que esta é a via para se obter a tão almejada paz no campo.
Contudo, a proposta levanta dúvidas sobre se, após essas medidas, as invasões de terra cessarão completamente. A questão central é se todos os sem-terra serão atendidos, eliminando a necessidade de futuras ocupações e conflitos agrários.
A Busca por Paz Institucional: O Caso Banco Master e o STF
A busca por “paz” transcende o ambiente agrário e chega ao Supremo Tribunal Federal. O senador Eduardo Girão, do Novo-CE, solicitou à Procuradoria-Geral da República um parecer sobre a condução do caso Banco Master pelo ministro Dias Toffoli.
Girão, membro da CPMI do INSS, que investiga um desvio de R$ 6 bilhões de idosos, expressou preocupação com a apropriação das investigações por Toffoli. Membros da CPMI, por exemplo, não conseguem acessar celulares apreendidos, como o de Daniel Vorcaro, que estão sob lacre.
O senador busca a abertura desses materiais e já recorreu ao ministro André Mendonça para ter acesso. A atuação de Toffoli é considerada “muito fora do normal” por Girão, gerando debates internos na Corte.
O presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, estaria preocupado e em diálogo com outros ministros. O jornal O Estado de S. Paulo, em editorial, cobrou a manifestação de Fachin, alertando que seu silêncio se aproxima da omissão e que é preciso agir para “salvar o Supremo”.
Corrupção e a Paz Social: Desvios Milionários no Maranhão
Outro pilar fundamental para a paz social é o combate à corrupção. No Maranhão, uma equipe de promotores que havia renunciado a um grupo de combate ao crime organizado, por falta de apoio da procuradoria-geral do estado, agora vê desdobramentos importantes.
O procurador denunciou o prefeito de Turilândia, Paulo Curió, sua esposa Eva Curió, a vice-prefeita, a ex-vice-prefeita e mais seis pessoas por envolvimento em um esquema de desvio de R$ 56 milhões. Isso ocorreu em um município com pouco mais de 30 mil habitantes.
Ainda há a expectativa de denúncia para 11 vereadores, que atualmente utilizam tornozeleiras eletrônicas. Casos como este reforçam que o dinheiro desviado pertence ao povo brasileiro, fruto de impostos e trabalho árduo, e não ao Tesouro Nacional, que é apenas o guardião.
A sociedade precisa dar um basta à ladroagem, exercendo o direito do voto com consciência, escolhendo representantes que estejam acima de qualquer suspeita de corrupção ou desonestidade, visando uma verdadeira paz social e um futuro mais justo.