A estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) confirmou nesta quarta-feira, dia 7, que está em processo de negociação com os Estados Unidos para a venda de volumes de petróleo bruto. Esta confirmação surge horas após o ex-presidente Donald Trump anunciar que os EUA receberiam até 50 milhões de barris da Venezuela, sinalizando uma potencial mudança significativa nas relações entre os dois países.
As conversas representam um passo importante, especialmente considerando as tensões e sanções econômicas que marcaram a relação bilateral nos últimos anos. A movimentação aponta para um cenário de pragmatismo comercial, buscando soluções para a estabilidade energética global e o desenvolvimento venezuelano.
A PDVSA, em comunicado divulgado em suas redes sociais, detalhou que o processo está sendo conduzido sob “critérios comerciais, com legalidade, transparência e benefício mútuo entre as partes”, conforme informações divulgadas pelas fontes.
Detalhes das Negociações da Venda de Petróleo Venezolano
Segundo a estatal venezuelana, as negociações para a venda de petróleo venezuelano para os EUA se assemelham aos acordos já existentes com empresas internacionais, como a Chevron, que possui atuação no setor petrolífero do país. A PDVSA descreveu as transações como “estritamente comerciais”, enfatizando seu compromisso em continuar “construindo alianças” que impulsionem o desenvolvimento nacional e contribuam para a estabilidade energética global.
Essa abordagem comercial visa despolitizar, em certa medida, as transações de petróleo, focando nos aspectos econômicos e na necessidade de suprimento, tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos. A clareza nos termos e a busca por benefícios mútuos são pontos centrais nas declarações da PDVSA.
A Perspectiva dos Estados Unidos sobre o Acordo
Na terça-feira, dia 6, Donald Trump afirmou que a nova liderança em Caracas, sob o comando de Delcy Rodríguez, estaria disposta a entregar de 30 a 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” aos Estados Unidos. Trump ressaltou, em uma publicação na plataforma Truth Social, que ele próprio controlaria os recursos gerados pela venda de petróleo para garantir “benefícios tanto para venezuelanos quanto para americanos”.
A Casa Branca, por sua vez, esclareceu que o acordo inclui petróleo “sancionado” que está “a bordo de navios” retidos sob bloqueio americano. A porta-voz Karoline Leavitt confirmou que o governo venezuelano “concordou em liberar” esses volumes, explicando que o pacto trata do petróleo sancionado que ficou preso devido às pressões econômicas dos Estados Unidos sobre Caracas.
Controle Americano sobre os Recursos da Venda de Petróleo
Um aspecto crucial deste acordo para a venda de petróleo venezuelano é o controle dos recursos. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, declarou que o governo americano controlará a venda de petróleo venezuelano por tempo indefinido. Ele afirmou que o petróleo poderá ser comercializado tanto para refinarias americanas quanto para outros mercados globais.
Os recursos gerados por essa venda serão depositados em contas gerenciadas pelos Estados Unidos. Essa medida visa assegurar a transparência e a correta aplicação dos fundos, de acordo com as diretrizes americanas, e reforça o controle dos EUA sobre o processo, mesmo em um cenário de negociação direta com a PDVSA.