Identificação por DNA Confirma Corpo de Corretora Daiane Alves Souza
A Polícia Científica de Goiás confirmou, nesta terça-feira (3), a identidade da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, por meio de um minucioso exame de DNA. A vítima, cuja morte chocou o estado, foi encontrada sem vida na última semana pela Polícia Civil de Goiás, em uma área de mata remota na cidade de Caldas Novas, localizada no sul goiano. A confirmação oficial é um passo crucial para a elucidação completa do caso, que tem como principal suspeito o síndico do condomínio onde Daiane residia.
A identificação por DNA era um procedimento essencial, visto que o corpo de Daiane chegou ao Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia na tarde da última quarta-feira (28) em um avançado estado de decomposição. Este método científico se tornou a chave para dar uma resposta concreta à família e validar as investigações em curso sobre o homicídio e a ocultação do cadáver. As informações foram divulgadas pela Polícia Científica de Goiás, responsável pela perícia.
Com a validação da identidade, o resultado do exame de DNA será encaminhado ao Instituto Médico-Legal Aristoclides Teixeira, na Capital, para que os procedimentos de liberação do corpo à família possam ser providenciados. A conclusão definitiva do crime, no entanto, aguarda a finalização de todos os laudos periciais e o encerramento formal do inquérito policial, que continua a reunir provas e depoimentos para consolidar as acusações contra os envolvidos.
A Necessidade do Exame de DNA Diante do Estado de Decomposição
A complexidade da identificação de Daiane Alves Souza se deu em virtude do estado avançado de decomposição em que o corpo foi encontrado. Tal condição, comum em casos onde a vítima permanece exposta ao tempo por dias, impede a identificação visual ou por métodos mais simples, tornando o exame de DNA a única via confiável para assegurar a identidade da pessoa falecida. A Polícia Científica de Goiás agiu com celeridade para realizar o procedimento, reconhecendo a urgência e a angústia da família.
O processo de identificação por DNA envolve a coleta de amostras do corpo da vítima, que são então comparadas com material genético de familiares diretos, como pais ou filhos. No caso de Daiane, essa comparação permitiu uma correspondência inequívoca, dissipando quaisquer dúvidas sobre quem era a pessoa encontrada na mata. Este método é considerado o padrão ouro na medicina legal, oferecendo uma precisão quase absoluta.
A confirmação da identidade por meio do exame de DNA não apenas proporciona um fechamento inicial para a família, permitindo que iniciem os ritos fúnebres, mas também fortalece o arcabouço probatório do inquérito policial. Com a identidade da vítima formalmente estabelecida, os próximos passos da investigação podem prosseguir com maior segurança jurídica, solidificando as bases para as futuras etapas processuais contra os suspeitos.
O Desaparecimento, a Busca e a Descoberta em Caldas Novas
O desaparecimento de Daiane Alves Souza mobilizou forças policiais e gerou grande preocupação entre seus familiares e amigos. As investigações iniciais da Polícia Civil de Goiás foram cruciais para rastrear os últimos passos da corretora e direcionar as buscas. A descoberta do corpo em uma área de mata em Caldas Novas, a centenas de quilômetros da capital, adicionou uma camada de complexidade ao caso, apontando para uma premeditação na ocultação do cadáver.
A área de mata onde o corpo foi localizado é tipicamente de difícil acesso, o que sugere um conhecimento prévio do local por parte do responsável pela ocultação ou um planejamento detalhado para evitar a rápida descoberta. A Polícia Civil de Goiás empregou diversas técnicas de investigação, incluindo análises de imagens de segurança e interrogatórios, para chegar até o paradeiro da vítima, culminando na localização do corpo pela equipe policial.
A distância entre Goiânia, onde Daiane residia e onde o crime teria ocorrido, e Caldas Novas, onde o corpo foi abandonado, é um fator relevante. Essa logística de transporte do corpo indica um esforço deliberado para dificultar a investigação e a identificação. A descoberta em Caldas Novas foi um ponto de virada no caso, permitindo que a perícia fosse acionada e os esforços se concentrassem na identificação e na coleta de provas no local do encontro do corpo.
A Dinâmica do Crime: Uma Emboscada no Subsolo do Condomínio
As investigações da Polícia Civil de Goiás revelaram uma dinâmica de crime que aponta para uma emboscada meticulosamente planejada. Segundo a polícia, o síndico do condomínio, identificado como Cléber, teria arquitetado uma situação para atrair Daiane a um local isolado. A principal linha de investigação sugere que Cléber teria desligado propositalmente o fornecimento de energia do apartamento da corretora, forçando-a a descer até o subsolo do prédio para verificar os relógios de energia.
Foi nesse cenário de vulnerabilidade que Daiane teria sido abordada. As câmeras de segurança do condomínio registraram o desaparecimento da corretora às 19h. Chocantemente, apenas oito minutos depois, às 19h08, as mesmas câmeras registraram a passagem de outra moradora pelo local, mas sem vestígios de Daiane. Essa janela de tempo de apenas oito minutos é considerada crucial pela polícia, indicando o intervalo no qual o crime pode ter sido cometido.
A análise policial aponta que Daiane foi morta dentro do condomínio e retirada de lá já sem vida, o que explica a ausência de registros de sua saída. A única imagem do suspeito naquele dia data das 12h27, e ele teria evitado o uso dos elevadores, utilizando os acessos às escadas que não eram cobertos por câmeras de monitoramento. Essa estratégia de movimentação reforça a tese de premeditação e conhecimento detalhado das falhas na segurança do prédio por parte do síndico.
O Síndico Cléber: De Administrador a Principal Suspeito
O papel do síndico Cléber no crime é central para a investigação. Ele, que deveria zelar pela segurança e bem-estar dos moradores, tornou-se o principal suspeito do homicídio e da ocultação do cadáver de Daiane. Sua