Um novo panorama eleitoral para o governo do Paraná em 2026 começa a se desenhar com a divulgação de uma pesquisa de intenções de voto realizada pelo instituto 100% Cidades/Futura. Os números, apresentados nesta sexta-feira (30), apontam para um cenário inicial em que o senador Sergio Moro (União Brasil) emerge como o principal nome em diversos confrontos simulados.
A pesquisa detalha a preferência do eleitorado paranaense, explorando tanto cenários espontâneos quanto estimulados, além de simulações de segundo turno. A corrida eleitoral, ainda distante, já mostra a articulação de figuras conhecidas da política local e nacional, com o eleitorado começando a sinalizar suas primeiras escolhas e rejeições.
Os dados fornecem uma leitura inicial importante sobre a percepção pública dos potenciais candidatos, destacando também o desempenho de Requião Filho (PDT) e Alvaro Dias (MDB) em cenários sem a presença de Moro. O estudo também mapeia os índices de rejeição, oferecendo um olhar completo sobre a preferência e as ressalvas do eleitorado paranaense para as próximas eleições, conforme informações divulgadas pelo instituto 100% Cidades/Futura.
Sergio Moro Desponta como Líder nos Cenários Iniciais para o Governo do Paraná
A pesquisa conduzida pelo instituto 100% Cidades/Futura para as eleições de 2026 no Paraná revelou uma liderança expressiva do senador Sergio Moro (União Brasil) nos cenários estimulados de primeiro turno em que seu nome foi apresentado aos eleitores. Essa performance inicial coloca Moro em uma posição de destaque, consolidando sua imagem como um forte candidato para a disputa pelo Palácio Iguaçu.
A presença de Moro no cenário eleitoral paranaense é um fator que reconfigura as projeções, atraindo grande parte do eleitorado. Sua trajetória como ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública confere-lhe um perfil diferenciado, capaz de mobilizar diferentes segmentos da sociedade. A liderança observada nos cenários estimulados sugere uma base de apoio considerável, ainda que as eleições estejam a dois anos de distância.
Além da vantagem no primeiro turno, o levantamento também simulou diversos embates para o segundo turno. Em todos os cenários em que Sergio Moro aparece, ele se sagra vitorioso, reforçando a percepção de sua força eleitoral. Essa capacidade de vencer confrontos diretos contra outros nomes importantes da política paranaense indica um potencial de aglutinação de votos e uma preferência clara por parte dos entrevistados.
A ascensão de Moro no cenário estadual pode ser interpretada como um movimento de realinhamento político, onde figuras com projeção nacional buscam espaço em disputas locais. Sua liderança, mesmo sem a divulgação de percentuais específicos nas simulações estimuladas de primeiro e segundo turno pela fonte, é um indicativo robusto de sua relevância na corrida pelo governo do Paraná.
Requião Filho e Alvaro Dias Se Destacam em Cenários Sem o Senador Moro
Embora Sergio Moro seja o nome de maior destaque nos cenários em que figura, a pesquisa 100% Cidades/Futura também aponta para a relevância de outros candidatos quando o senador não está presente nas simulações de primeiro turno. Nesses contextos, Requião Filho (PDT) e Alvaro Dias (MDB) emergem como figuras proeminentes, mostrando que possuem uma base eleitoral consolidada no estado.
Requião Filho, com uma trajetória política ligada à tradicional família Requião no Paraná, demonstra capacidade de atrair eleitores. Sua atuação como deputado e seu histórico familiar conferem-lhe reconhecimento e uma conexão com setores específicos do eleitorado. A pesquisa sugere que ele é um nome forte para a disputa, especialmente em um cenário mais pulverizado ou sem a presença de candidatos com apelo nacional.
Da mesma forma, Alvaro Dias, outra figura de peso na política paranaense e brasileira, aparece como um dos destaques. Com vasta experiência em diferentes cargos eletivos, incluindo o Senado Federal, Dias representa uma opção para o eleitorado que busca nomes com histórico de gestão e representação. A menção de seu nome como destaque indica que sua influência política permanece relevante no estado.
A performance desses candidatos em cenários alternativos é crucial para entender a dinâmica da eleição. Ela revela que, apesar da força de Moro, há espaço para outras candidaturas se consolidarem e disputarem a preferência do eleitorado. A presença de Requião Filho e Alvaro Dias sublinha a complexidade do tabuleiro político paranaense, onde diferentes forças e legados históricos se encontram.
A Pesquisa Espontânea: Reflexo da Memória e Indecisão do Eleitorado
O levantamento do instituto 100% Cidades/Futura também incluiu uma pesquisa espontânea, onde os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados. Este tipo de simulação é fundamental para medir o reconhecimento e a lembrança dos políticos na mente do eleitorado, sem qualquer indução. Embora a fonte não tenha detalhado numericamente o desempenho de todos os candidatos nesse cenário, a menção de que Sergio Moro se destaca é um indicativo importante.
A ausência de um percentual específico para Moro na pesquisa espontânea, apesar de sua menção como destaque, sugere que seu nome está naturalmente na boca do eleitor paranaense. Isso pode ser atribuído à sua projeção nacional e à cobertura midiática de sua atuação política. O reconhecimento espontâneo é um ativo valioso em campanhas eleitorais, pois indica uma conexão orgânica com o eleitorado, independentemente de campanhas específicas.
No cenário espontâneo, a pesquisa registrou que 4,0% dos entrevistados optaram por Ninguém/Branco/Nulo, enquanto Luiz França (Missão) foi mencionado por 0,2%. Esses números, embora aparentemente pequenos, revelam o nível de indecisão ou a falta de um nome forte na mente de uma parcela da população quando não há estímulo. A alta proporção de eleitores que ainda não têm um candidato definido espontaneamente é uma característica comum em fases pré-eleitorais, abrindo margem para o crescimento de diferentes candidaturas à medida que a campanha se intensifica.
A pesquisa espontânea serve como um termômetro inicial da popularidade e da notoriedade dos potenciais candidatos. O fato de Moro se destacar nesse quesito, mesmo sem a divulgação de um percentual específico, reforça sua posição como um dos principais nomes a serem observados na corrida pelo governo do Paraná em 2026. Os demais candidatos terão o desafio de aumentar seu reconhecimento e fixar seus nomes na memória dos eleitores nos próximos meses.
Confrontos Diretos: As Simulações de Segundo Turno e Seus Vencedores
A pesquisa 100% Cidades/Futura aprofundou-se nas simulações de segundo turno, testando sete diferentes cenários para a disputa pelo governo do Paraná em 2026. Estes confrontos diretos são cruciais para entender a capacidade de cada candidato de atrair o voto de eleitores que optaram por outros nomes no primeiro turno e de consolidar apoio em uma disputa polarizada.
A performance de Sergio Moro nos cenários de segundo turno é notável. O levantamento indica que ele vence todos os confrontos em que aparece. Essa robustez em um embate direto é um forte indicativo de sua competitividade e da amplitude de seu eleitorado. A capacidade de Moro de superar outros candidatos em um cenário de polarização sugere que ele tem potencial para unificar diferentes segmentos do eleitorado paranaense em torno de sua candidatura.
Em cenários sem a presença de Sergio Moro, a pesquisa também testou a força de outros nomes. Nesses confrontos, Requião Filho (PDT) demonstrou sua capacidade de vitória, superando outros candidatos. Especificamente, Requião Filho vence Guto Silva (PSD), Alexandre Curi (PSD) e Rafael Greca (PSD) nas simulações de segundo turno. Essa performance é vital para sua candidatura, pois demonstra que ele possui um teto eleitoral significativo e pode ser um competidor forte em um eventual segundo turno.
Os nomes de Guto Silva, Alexandre Curi e Rafael Greca, todos do PSD, representam diferentes vertentes políticas e bases de apoio. Guto Silva é um deputado estadual com forte atuação na Assembleia Legislativa, Alexandre Curi também é deputado estadual e figura de destaque no legislativo, e Rafael Greca é o atual prefeito de Curitiba, com reconhecimento na capital. A vitória de Requião Filho sobre esses nomes mostra a resiliência de sua candidatura e a força de sua base, mesmo contra políticos com diferentes plataformas e apoios.
A análise dos cenários de segundo turno é um termômetro importante da preferência do eleitorado em um momento decisivo da eleição. As vitórias de Moro em todos os seus confrontos e as de Requião Filho em cenários sem Moro delineiam as duas principais forças em potencial para a disputa final, indicando que a eleição de 2026 no Paraná pode ser marcada por embates diretos entre figuras de grande projeção.
Índices de Rejeição: Quem o Eleitor Paranaense Não Quer no Palácio Iguaçu
Além de medir as intenções de voto, a pesquisa 100% Cidades/Futura também investigou o índice de rejeição dos potenciais candidatos. A pergunta aos entrevistados foi direta: em qual dos políticos listados eles não votariam de jeito nenhum para governador. A rejeição é um dado tão crucial quanto a intenção de voto, pois pode limitar o crescimento de uma candidatura, mesmo que ela tenha um bom desempenho em outros cenários.
De acordo com o levantamento, Requião Filho (PDT) é o candidato mais citado quando o assunto é rejeição. Esse dado, embora não acompanhado de um percentual específico na fonte, indica que há uma parcela do eleitorado que possui forte resistência ao seu nome. A rejeição pode estar ligada a diversos fatores, como sua trajetória política, posicionamentos anteriores ou a percepção pública de sua imagem. Para Requião Filho, este é um ponto que exigirá atenção estratégica na construção de sua campanha, buscando mitigar as razões de sua impopularidade entre determinados grupos.
Em seguida, na lista dos mais rejeitados, aparece Beto Richa (PSDB). O ex-governador do Paraná, que já enfrentou desafios jurídicos e teve sua imagem pública afetada, ainda carrega um índice considerável de rejeição. A menção de Richa como o segundo mais rejeitado demonstra que seu passado político recente continua a influenciar a percepção do eleitorado, dificultando um potencial retorno à cena eleitoral em cargos majoritários.
Os índices de rejeição são um sinal de alerta para as campanhas, pois representam um teto para o crescimento de um candidato. Um alto nível de rejeição pode impedir que um político avance para o segundo turno ou que obtenha a vitória, mesmo que tenha um grupo de apoiadores leais. Entender as causas da rejeição e trabalhar para superá-las ou minimizá-las será um desafio fundamental para os nomes que buscam o governo do Paraná em 2026.
Metodologia do Levantamento: Entendendo os Números da 100% Cidades/Futura
Para compreender a relevância e as limitações dos resultados apresentados, é fundamental analisar a metodologia empregada pelo instituto 100% Cidades/Futura. A pesquisa foi conduzida com um total de 800 pessoas entrevistadas, um número que busca ser representativo da população paranaense. As entrevistas foram realizadas entre os dias 24 e 27 de janeiro, o que significa que os dados refletem o cenário político daquele período específico.
A pesquisa foi contratada pela Futura Pesquisas e Assessorias Ltda., o que garante a transparência sobre quem encomendou o estudo. Um dos pilares da credibilidade de qualquer pesquisa é o nível de confiança, que neste caso é de 95%. Isso significa que, se o levantamento fosse repetido cem vezes, em 95 delas os resultados estariam dentro da margem de erro.
A margem de erro estabelecida para este estudo é de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. Este é um dado crucial, pois indica a flutuação potencial dos resultados. Por exemplo, se um candidato aparece com 20% das intenções de voto, seu percentual real pode variar entre 16,5% e 23,5%. É importante que os eleitores e analistas considerem essa margem ao interpretar os números.
Além disso, a pesquisa possui o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-08318/2026. Este registro é uma exigência legal para todas as pesquisas eleitorais divulgadas no Brasil, garantindo que o instituto cumpriu as normas estabelecidas pela Justiça Eleitoral e submeteu sua metodologia e plano amostral à fiscalização. A transparência na metodologia é um pilar para a confiabilidade dos dados e para a correta interpretação do cenário político.
O Papel das Pesquisas Eleitorais: Uma Leitura de Momento e Seus Limites
A publicação de pesquisas de intenção de voto, como a realizada pela 100% Cidades/Futura, é uma prática consolidada no jornalismo e na análise política. Conforme destaca a Gazeta do Povo, que publica há anos levantamentos dos principais institutos, essas pesquisas oferecem uma leitura de momento do cenário eleitoral, baseada em amostras representativas da população. É crucial entender que elas não são previsões do resultado final, mas sim um retrato instantâneo das preferências do eleitorado.
Diversos fatores podem influenciar os resultados de uma pesquisa. Entre eles, a Gazeta do Povo aponta os métodos de entrevistas, a composição e o número da amostra, e até mesmo a forma como uma pergunta é formulada. Cada detalhe metodológico tem o potencial de alterar a percepção dos eleitores e, consequentemente, os números finais. Por isso, a atenção às informações de metodologia, geralmente encontradas ao final das reportagens sobre pesquisas, é fundamental para uma interpretação correta.
Experiências passadas, como as eleições de 2022, serviram como um lembrete vívido das discrepâncias que podem surgir entre os resultados das pesquisas e o que é efetivamente registrado nas urnas. Essas diferenças reforçam a ideia de que as pesquisas são ferramentas informativas, e não oráculos. Elas capturam um sentimento em um determinado período, que pode ser volátil e mudar até o dia da eleição.
Apesar de suas limitações, as pesquisas eleitorais são consideradas pela Gazeta do Povo como uma ferramenta de informação valiosa para o leitor. Seus resultados têm um potencial significativo de influenciar decisões de partidos políticos, de lideranças e até mesmo os humores do mercado financeiro. Elas servem como um guia para a estratégia das campanhas, para a formação de alianças e para o debate público, moldando a narrativa política ao longo do processo eleitoral. Compreender seu propósito e suas nuances é essencial para qualquer análise informada do processo democrático.