Eduardo Pimentel surge como alternativa em pesquisa eleitoral no Paraná, desafiando a polarização com Sergio Moro

O cenário político paranaense pode ganhar um novo protagonista. O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), será avaliado pela primeira vez em uma pesquisa eleitoral para o governo do estado. Seu nome figura em um dos cenários do levantamento registrado pelo instituto AtlasIntel, que deve ser divulgado em breve. A inclusão de Pimentel indica uma movimentação estratégica em meio a incertezas dentro do grupo político do atual governador, Ratinho Junior (PSD), e surge como uma possível resposta à crescente força do senador Sergio Moro (PL).

Pimentel, que está na prefeitura de Curitiba há pouco mais de um ano, não era, até recentemente, uma figura cotada para a disputa estadual. No entanto, uma série de reviravoltas e a necessidade de encontrar um nome competitivo para enfrentar Moro impulsionaram sua consideração. Essa inclusão em pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marca um passo oficial na avaliação de sua viabilidade eleitoral, algo que já vinha sendo sondado internamente pelo Palácio Iguaçu.

A pesquisa da AtlasIntel apresentará aos eleitores paranaenses três cenários distintos, todos com a presença de Sergio Moro como candidato. A variação entre eles se dará pela escolha do nome do PSD para compor a chapa majoritária, testando Eduardo Pimentel, Guto Silva (secretário estadual das Cidades) e Alexandre Curi (presidente da Assembleia Legislativa do Paraná). Além disso, o levantamento incluirá simulações de segundo turno entre Moro e os demais pré-candidatos, excluindo apenas Luiz França.

A estratégia de Ratinho Junior e as indefinições no PSD

A expectativa do governador Ratinho Junior é que os resultados das pesquisas forneçam subsídios concretos para a definição do seu candidato ao governo, especialmente diante da necessidade de confrontar o senador Sergio Moro. O governador, que recentemente desistiu de sua candidatura à Presidência da República, agora pode dedicar atenção total à sucessão estadual. A aliança entre Moro e Flávio Bolsonaro (PL) forçou Ratinho Junior a reavaliar suas estratégias e buscar alternativas dentro de seu próprio partido.

Originalmente, Guto Silva, secretário estadual das Cidades, era o nome preferido de Ratinho Junior para a disputa. Contudo, a força emergente de Moro e a aliança com o PL abalaram essa preferência. Silva, apesar de sua proximidade com o governador, não goza de unanimidade dentro do PSD, o que abriu espaço para outras cogitações. A necessidade de um nome forte e com potencial de atrair votos se tornou ainda mais premente.

Outro nome que movimentou o cenário foi o do ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca. Cansado de esperar por uma definição, Greca trocou o PSD pelo MDB, declarando sua intenção de ser candidato ao governo. Essa saída enfraquece ainda mais o grupo que apoiou Ratinho Junior. Já Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa, embora seja uma opção, não tem a preferência explícita do governador e pode ter outros destinos, como uma candidatura ao Senado ou filiação ao Republicanos.

Eduardo Pimentel: o nome que surge em meio a divergências

Eduardo Pimentel, o atual prefeito de Curitiba, representa uma alternativa que ganhou força em um momento de rearticulação política. Sua gestão na capital, embora recente, tem sido observada de perto. A possibilidade de sua candidatura surge como uma tentativa de apresentar um nome novo e com potencial de crescimento eleitoral, capaz de competir em um cenário que se desenha cada vez mais polarizado.

A inclusão de Pimentel em pesquisas oficiais indica que o Palácio Iguaçu vê nele um potencial para desafiar Sergio Moro. Pesquisas internas já teriam sido realizadas para testar sua viabilidade, mas a inclusão em um levantamento registrado no TSE, como o da AtlasIntel, é um indicativo mais concreto de sua consideração como um nome viável para a disputa estadual.

A resistência de Pimentel e o foco na prefeitura

Apesar de seu nome ser testado, Eduardo Pimentel tem demonstrado resistência em se candidatar ao governo. Sua principal argumentação reside no pouco tempo que está à frente da prefeitura de Curitiba e no risco político de uma eventual derrota, que o deixaria sem cargo. Para concorrer às eleições deste ano, ele precisaria se desincompatibilizar da prefeitura até 4 de abril, um prazo que se aproxima.

Em entrevista recente à Jovem Pan News, Pimentel enfatizou seu compromisso com a capital: “Estou muito focado na cidade de Curitiba e tenho uma missão como prefeito”. Ele negou veementemente qualquer conversa sobre ser candidato a governador, afirmando que se sente “muito tranquilo sendo prefeito”. Essa declaração sugere que, embora seu nome esteja sendo considerado e testado, a decisão final de concorrer ainda é incerta e depende de diversos fatores, incluindo a articulação política e o cenário eleitoral.

Metodologia da pesquisa AtlasIntel e o futuro da disputa

A pesquisa realizada pela AtlasIntel entrevistou 1.200 eleitores paranaenses entre os dias 25 e 30 de março de 2026. O levantamento, contratado pelo próprio instituto, possui um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no TSE sob o número PR-00105/2026 garante a oficialidade dos dados que serão divulgados.

Os resultados desta pesquisa serão cruciais para Ratinho Junior e seu grupo político. Eles fornecerão um termômetro da aceitação de Eduardo Pimentel e de outros nomes do PSD em um confronto direto com Sergio Moro. A definição do candidato do grupo governista é um dos pontos de maior atenção no estado, e a pesquisa da AtlasIntel promete trazer novos elementos para essa complexa equação política.

A disputa pelo governo do Paraná se mostra cada vez mais dinâmica. A entrada de Eduardo Pimentel como uma opção a ser testada, mesmo com sua resistência declarada, demonstra a busca por alternativas em um cenário político em constante mutação. O desenrolar dessas articulações e os resultados das pesquisas serão determinantes para definir os rumos da eleição estadual no Paraná.

Cenários da pesquisa e a força de Sergio Moro

A pesquisa da AtlasIntel se propõe a avaliar a performance de diferentes nomes do PSD contra Sergio Moro, que se filiou ao PL e se consolidou como uma força política relevante no estado. Os cenários testarão a competitividade de Eduardo Pimentel, Guto Silva e Alexandre Curi, buscando identificar qual deles teria maior capacidade de enfrentar o senador. A inclusão de simulações de segundo turno também visa mapear as alianças e os potenciais embates decisivos.

A aliança de Moro com o PL e figuras proeminentes como Flávio Bolsonaro fortalece sua posição e pressiona os adversários a encontrarem respostas eficazes. Nesse contexto, a avaliação de um nome como Eduardo Pimentel, que tem a máquina administrativa da capital à sua disposição, pode representar uma tentativa de criar um contraponto à polarização já estabelecida.

O impacto da decisão de Ratinho Junior na sucessão estadual

A desistência de Ratinho Junior da corrida presidencial libera o governador para se dedicar integralmente à sucessão estadual. Essa decisão estratégica permite que ele concentre seus esforços em formar uma chapa competitiva e em articular alianças que possam garantir a continuidade de seu projeto político no Paraná. A definição do candidato ao governo é, portanto, uma prioridade absoluta para o Palácio Iguaçu.

A maneira como Ratinho Junior conduzirá essa definição, testando diferentes nomes e avaliando seus potenciais eleitorais, será crucial. A pesquisa da AtlasIntel, ao incluir Eduardo Pimentel, sinaliza que o governador está aberto a considerar opções que antes não estavam no radar principal, adaptando-se às novas realidades políticas e às movimentações de seus oponentes.

O futuro político de Eduardo Pimentel e os riscos da candidatura

Apesar do potencial eleitoral que pode ser revelado pela pesquisa, Eduardo Pimentel demonstra cautela. A possibilidade de concorrer ao governo implica em deixar a prefeitura de Curitiba, um cargo que lhe confere visibilidade e poder de gestão. O risco de perder a eleição e ficar sem um cargo eletivo é um fator que pesa em sua decisão. A janela de desincompatibilização se fecha em breve, adicionando um elemento de urgência à sua análise.

A declaração de foco na cidade de Curitiba reforça a hesitação de Pimentel. Ele parece priorizar a consolidação de sua gestão municipal em detrimento de uma aposta arriscada em uma eleição estadual. Contudo, a pressão política e a possibilidade de ser o nome capaz de unir o grupo governista contra Sergio Moro podem levá-lo a reconsiderar sua posição. A dinâmica política é fluida, e a decisão final ainda está em aberto.

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