O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar os pedidos feitos por parlamentares da oposição que visavam o afastamento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), da relatoria da investigação que envolve o Banco Master. A decisão mantém Toffoli na relatoria do caso Banco Master, um dos temas de destaque.
A solicitação de afastamento gerou um intenso debate político, com deputados apresentando argumentos sobre um possível conflito de interesses por parte do ministro. No entanto, a PGR considerou que as medidas necessárias já estão em curso no próprio STF.
Esta e outras notícias relevantes do cenário político nacional foram abordadas no programa Café com a Gazeta do Povo, conforme informações divulgadas nesta sexta-feira (23).
Relatoria de Toffoli e o Caso Banco Master
Os deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC) foram os responsáveis por protocolar o primeiro pedido de afastamento em dezembro de 2025. Na ocasião, eles citaram uma viagem de Dias Toffoli a Lima, no Peru, na companhia de um advogado ligado a um dos envolvidos na investigação do Banco Master.
Com a revelação de novos indícios, a deputada Caroline de Toni intensificou a argumentação, levantando a hipótese de conflito de interesses e apresentando novos argumentos à Procuradoria-Geral da República (PGR) na tentativa de viabilizar o afastamento. Contudo, Paulo Gonet, ao arquivar o pedido, justificou que os fatos mencionados na representação já estão sob análise do próprio STF, com o acompanhamento regular da Procuradoria.
Segundo Gonet, essa análise em curso elimina a necessidade de medidas adicionais por parte da PGR, garantindo a continuidade da atuação de Toffoli na relatoria do caso Banco Master. A decisão reforça a autonomia do Supremo na condução de suas investigações internas.
Outros Destaques do Café com a Gazeta do Povo
Além da decisão sobre a relatoria de Toffoli no caso Banco Master, o Café com a Gazeta do Povo trouxe outros assuntos de relevância. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) convocou uma manifestação para marcar a chegada da “Caminhada da Liberdade” em Brasília, um movimento que ele lidera em protesto iniciado em Paracatu (MG).
A concentração do protesto está agendada para domingo (25), às 12h, na Praça do Cruzeiro, em Brasília. A “Caminhada da Liberdade” é um ato político de aproximadamente 240 km, percorrendo a BR-040, com Nikolas e seus apoiadores se posicionando contra o que chamam de “arbitrariedades” e perseguição judicial à oposição, incluindo críticas ao governo e ao STF.
Outro ponto abordado foi a crítica do pastor Silas Malafaia à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Malafaia afirmou que o nome de Flávio “não empolgou a direita” e classificou a estratégia do parlamentar como um “amadorismo político”, questionando a forma como ele buscou o apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Para o líder religioso, a disputa eleitoral de 2026 exigirá uma união mais ampla entre direita e centro, e ele não acredita que Flávio Bolsonaro tenha “musculatura” suficiente para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Malafaia observou que a esquerda não se sente ameaçada por Flávio, e o governo Lula não o ataca estrategicamente.
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