A Justiça de São Paulo proferiu uma sentença que chocou o cenário criminal e militar do estado. Um policial militar foi condenado a uma pena significativa por um crime grave que envolveu a venda de armamento pesado para uma das maiores facções criminosas do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão judicial, anunciada recentemente, destaca a rigidez da lei contra condutas que comprometem a segurança pública e a integridade das forças policiais. O caso lança luz sobre a infiltração do crime organizado e a importância da vigilância.
O desfecho do processo aponta para a condenação do réu e a perda de seu cargo público, um indicativo claro da gravidade do delito. As informações foram divulgadas pela Justiça de São Paulo, detalhando os pormenores desta complexa investigação.
A Condenação e a Perda do Cargo
O policial militar Joel Custódio dos Santos, de 48 anos, foi condenado a dez anos e seis meses de prisão. A sentença foi proferida na última quinta-feira, dia 15, pelo juiz André Forato Anhê, da 1ª Vara Criminal de Hortolândia, município no interior de São Paulo.
Além da pena de reclusão, o magistrado determinou a perda do cargo público do réu, um desfecho que ressalta a intolerância da Justiça com desvios de conduta de agentes de segurança. Joel Custódio dos Santos ainda tem o direito de recorrer da decisão em liberdade, aguardando o trânsito em julgado da causa.
O Esquema: Venda de Metralhadora ao PCC
A condenação se deu pela exposição à venda de uma metralhadora Browning calibre ponto 30, uma arma de uso restrito e de alto poder de fogo. O comprador era Adélcio Sgarbosa Bertoni, de 55 anos, conhecido no submundo do crime como “Tio Derso”.
“Tio Derso” é apontado pelas investigações como um armeiro do PCC, o que agrava consideravelmente a situação do policial. A negociação de uma arma tão potente para um indivíduo ligado diretamente à facção criminosa demonstra a seriedade das acusações e o risco iminente à sociedade.
A Investigação que Revelou a Trama
A investigação contra Joel Custódio dos Santos teve início em 16 de agosto de 2021. Naquela ocasião, colegas de farda do PM foram verificar uma denúncia anônima que indicava a existência de um suposto armeiro do PCC.
Este armeiro, identificado como “Tio Derso”, estaria guardando diversas armas na Chácara Bertoni, localizada em Hortolândia. Foi a partir dessa denúncia que a trama envolvendo a venda da metralhadora e a participação do policial militar veio à tona, culminando na recente condenação.