Polícia Civil impede atentados planejados para centros de Rio e SP, desarticulando rede online de mais de 7 mil participantes e uso de Discord

A Polícia Civil dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo realizou uma operação conjunta que conseguiu impedir um potencial atentado a bomba, que estava planejado para ocorrer nesta segunda-feira (2) nos centros das duas capitais. A ação das forças de segurança foi crucial para desarticular os grupos envolvidos e evitar uma série de atos de violência e pânico que poderiam ter graves consequências para a população.

Em São Paulo, as autoridades identificaram um grupo de 12 integrantes, com idades entre 15 e 30 anos, sendo que cinco deles foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos. No Rio de Janeiro, a operação resultou na prisão de três suspeitos em diferentes localidades do estado. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, preservando a investigação em andamento.

Os planejamentos para os ataques foram realizados por meio da rede social Discord, que estava sob monitoramento do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), de São Paulo. Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), o atentado envolveria o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov, com o objetivo de promover pânico e violência sem uma pauta específica.

A complexa teia da organização criminosa: como a inteligência policial desvendou o plano

A operação que culminou na prevenção dos atentados é um testemunho da crescente sofisticação das ações de inteligência policial no Brasil, especialmente no combate a crimes planejados no ambiente digital. A Polícia Civil de São Paulo, através do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) e em colaboração com a Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), desempenhou um papel fundamental no monitoramento da rede social Discord, onde os grupos de suspeitos estavam se organizando. Este tipo de plataforma, conhecida por sua capacidade de criar comunidades privadas e criptografadas, tem se tornado um vetor para a articulação de diversas atividades ilícitas, exigindo das autoridades uma constante atualização de suas ferramentas e métodos de investigação.

O monitoramento do Discord permitiu que os investigadores acompanhassem em tempo real as discussões e o planejamento dos ataques. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, a estratégia incluiu a infiltração de agentes policiais nas comunidades virtuais. Essa tática, de alta complexidade e risco, foi decisiva para identificar os principais articuladores e entender a dinâmica interna dos grupos.

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