Premiê do Reino Unido na China: Keir Starmer e Xi Jinping Buscam Nova Era de Cooperação Econômica e Estratégica
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reuniu-se com o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim, nesta quinta-feira (29), em um encontro crucial que visa aprimorar a relação econômica entre os dois países. A visita, a primeira de um chefe de governo britânico desde 2018, sinaliza um avanço significativo nas relações bilaterais após um período marcado por desconfiança e tensões diplomáticas.
O objetivo principal da cúpula é reaquecer os laços comerciais e de investimento, buscando novas oportunidades de negócios para o Reino Unido, que tem enfrentado desafios para alcançar o crescimento econômico prometido. Starmer, que fez da melhoria das relações com a China uma de suas prioridades, destacou a importância de construir uma parceria mais sofisticada com o gigante asiático.
Além do encontro com Xi Jinping no Grande Salão do Povo, que incluiu uma conversa de cerca de 40 minutos seguida de um almoço, o premiê britânico também tem agendada uma reunião com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang. A agenda robusta demonstra o empenho em restabelecer um diálogo abrangente, conforme informações divulgadas pelas agências de notícias.
O Contexto da Visita: Uma Nova Abordagem Britânica para a China
A chegada de Keir Starmer a Pequim representa uma mudança notável na política externa britânica. Após anos de uma postura mais restritiva sob governos conservadores anteriores, que impuseram limitações a alguns investimentos chineses devido a preocupações com a segurança nacional e criticaram a repressão às liberdades políticas em Hong Kong, Starmer adotou uma nova política de engajamento. Sua promessa, feita há 18 meses, de “fazer a Grã-Bretanha voltar a se abrir para o mundo” reflete a percepção de que os eventos globais impactam diretamente a vida dos cidadãos britânicos, desde os preços nos supermercados até a segurança nacional.
Durante seu discurso para uma delegação de líderes empresariais, horas após sua chegada, Starmer enfatizou a necessidade de uma relação “madura” entre o Reino Unido e a segunda maior economia do mundo. Essa abordagem busca equilibrar os interesses econômicos com as preocupações geopolíticas e de direitos humanos, reconhecendo a China como um ator global indispensável.
A delegação que acompanha Starmer, composta por mais de 50 líderes empresariais, sublinha a prioridade econômica desta viagem. A expectativa é que novos acordos sejam anunciados para demonstrar a melhora nas relações bilaterais, como apontado por Kerry Brown, professor de estudos chineses no King’s College London, que ressaltou a importância de a visita ser percebida como um sucesso para ambos os lados, evitando focar apenas nos pontos de discordância.
O Objetivo Econômico de Starmer: Crescimento e Oportunidades de Negócios
A busca por crescimento econômico é um pilar central da agenda de Keir Starmer na China. O governo britânico tem se esforçado para impulsionar a economia e vê na China um mercado vasto e uma fonte potencial de investimentos que podem gerar empregos e prosperidade. O primeiro-ministro britânico expressou claramente essa visão ao presidente Xi Jinping: “A China é um ator vital no cenário global e é vital que construamos uma relação mais sofisticada”.
A melhoria das relações comerciais pode se traduzir em novas parcerias, aumento das exportações britânicas para a China e investimentos chineses no Reino Unido. Para Starmer, a interconexão global significa que “os eventos no exterior afetam tudo o que acontece em nossos países, desde os preços nas prateleiras dos supermercados até o nosso nível de segurança”. Portanto, fortalecer os laços econômicos com um parceiro tão significativo como a China é visto como uma estratégia essencial para a estabilidade e o desenvolvimento do Reino Unido.
A esperança é que a visita possa destravar barreiras e criar um ambiente mais favorável para as empresas britânicas operarem na China, e vice-versa. A presença de um grande número de empresários na comitiva de Starmer reforça a intenção de transformar a reaproximação diplomática em resultados tangíveis para a economia.