Este complexo panorama, que analisa a trajetória do poder local no Nordeste brasileiro, desde suas raízes históricas até a contemporaneidade, foi detalhado em um estudo que relaciona a ascensão do Partido dos Trabalhadores (PT) na região a um modelo de neocoronelismo. A discussão aborda a adaptação de antigas práticas de dominação política, onde a coerção explícita cedeu lugar a mecanismos mais sutis de controle, baseados na dependência econômica e na instrumentalização de políticas públicas.
A análise, que engloba duas décadas de hegemonia petista em estados como Bahia, Ceará e Piauí, aponta para uma contradição entre o discurso de libertação e a persistência de indicadores sociais e educacionais desfavoráveis, que mantêm a população em situação de vulnerabilidade. O estudo sugere que, em vez de promover a autonomia, o modelo atual reforça a dependência do Estado, levantando um debate crucial sobre o futuro da cidadania e da liberdade no Nordeste.
A tese central é que as ferramentas mudaram, mas a lógica da dominação permaneceu, transformando o