Desempenho de Ratinho Júnior em pesquisas de segundo turno contra Lula revela o peso do reconhecimento familiar e pessoal na formação das intenções de voto para as próximas eleições.
O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), tem demonstrado um desempenho notável em cenários de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026, conforme levantamentos divulgados pelo Instituto Paraná Pesquisas. Sua performance, especialmente em um embate direto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamou a atenção de analistas e do mercado político.
Os números indicam que Ratinho Júnior consegue se posicionar de forma competitiva, evidenciando que o reconhecimento pessoal e, crucialmente, o peso de seu sobrenome podem ser fatores determinantes na formação das intenções de voto. Essa avaliação é de João Paulo Machado, analista de política da XP, durante o programa Mapa de Risco do Infomoney.
A análise aprofundada sugere que, embora o petista lidere em todos os cenários testados, a proximidade dos resultados do governador paranaense com figuras de maior exposição nacional, como Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), ressalta um traço marcante do sistema político brasileiro, conforme informações divulgadas pelo Infomoney.
A Força Inesperada do Sobrenome na Política Brasileira de 2026
O cenário político brasileiro para as eleições de 2026 começa a se desenhar com nuances interessantes, e o desempenho de Ratinho Júnior (PSD) em pesquisas de intenção de voto é um dos pontos que mais intriga os especialistas. Em um eventual segundo turno contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador do Paraná registrou 38,9% das intenções de voto, de acordo com o Instituto Paraná Pesquisas. Embora Lula mantenha uma liderança consistente, com uma média próxima de 44% em todos os cenários testados, a proximidade de Ratinho Júnior com esses números é o que realmente se destaca.
Esse resultado coloca o governador paranaense em um patamar de competitividade similar ao de nomes já amplamente conhecidos no cenário nacional, como o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ambos foram igualmente testados pela mesma pesquisa e obtiveram resultados na faixa de 42% a 45% em diferentes cenários de segundo turno. A leitura inicial, segundo o analista de política da XP, João Paulo Machado, não se concentra na consolidação de uma candidatura nacional estruturada de Ratinho Júnior, mas sim na revelação de um padrão recorrente e profundamente enraizado no sistema político do país: o personalismo e a influência do sobrenome.
A capacidade de Ratinho Júnior de se aproximar desses índices, mesmo sem uma exposição nacional tão intensa quanto a de seus pares, aponta para uma dinâmica eleitoral onde a percepção pública e o reconhecimento familiar podem superar a visibilidade recente no debate político. Este fenômeno, conforme destacado por Machado, é um reflexo da maneira como o eleitorado brasileiro, em grande parte, forma suas opiniões e escolhas, priorizando conexões simbólicas e legados familiares em detrimento de candidaturas com menor capital político herdado.
Lula Lidera, Mas Cenário Revela Potencial Oculto na Disputa de 2026
Apesar do desempenho promissor de Ratinho Júnior, é fundamental contextualizar que as pesquisas do Instituto Paraná Pesquisas indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança em todos os cenários de segundo turno testados. Com uma média de intenções de voto próxima a 44%, Lula demonstra a força de sua base eleitoral e o reconhecimento consolidado de sua figura política, que se prepara para uma eventual disputa por um quarto mandato presidencial. Contudo, a análise do cenário vai além da simples liderança, revelando um potencial oculto e uma dinâmica de disputa que pode ser mais acirrada do que se imagina para as eleições de 2026.
O que os números de Ratinho Júnior sugerem é que existe um segmento do eleitorado que está receptivo a alternativas, mesmo que essas alternativas não tenham a mesma projeção nacional. A diferença de pouco mais de 5 pontos percentuais entre Lula e Ratinho Júnior (44% x 38,9%) em um dos cenários de segundo turno é um dado significativo. Essa margem, embora favorável ao petista, não é intransponível e indica que a oposição possui um capital eleitoral a ser explorado, especialmente por candidatos que conseguem mobilizar o eleitorado de centro e direita.
O analista João Paulo Machado ressalta que muitos no meio político de Brasília questionam a real dimensão do conhecimento de Ratinho Júnior em regiões mais distantes, como o Nordeste e o Norte do país. No entanto, o próprio Machado pondera que o governador