O mercado de renda fixa segue oferecendo oportunidades interessantes para quem busca rentabilidade, mesmo em um cenário de incertezas econômicas. Investidores atentos podem encontrar alternativas que superam as expectativas tradicionais, proporcionando ganhos expressivos.
Nesta terça-feira, 13 de fevereiro, algumas modalidades de CDB, LCA e LCI se destacam com taxas bastante atrativas, com um foco especial nos Certificados de Depósito Bancário.
A plataforma da XP, por exemplo, apresenta opções de investimento que prometem retornos significativos, com destaque para CDBs que chegam a pagar até 105% do CDI, conforme informações divulgadas pela própria corretora.
Renda Fixa em Destaque: CDBs com Retornos Superiores
Na vitrine de renda fixa da XP, os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) se sobressaem com diferentes modalidades. Para quem prefere a previsibilidade, os prefixados atingem até 14,230% ao ano para vencimentos em 12 meses. Já os atrelados à inflação, os CDBs IPCA+, pagam até IPCA+8,400% em mais de um ano.
No segmento pós-fixado, a XP oferece CDBs que remuneram até 102,75% do CDI para prazos de 12 meses. Contudo, algumas ofertas específicas se destacam ainda mais, como o CDB PicPay, que promete 105,25% do CDI com vencimento em janeiro de 2028, uma excelente oportunidade.
Outras opções de CDB incluem o do Banco C6, pagando 102% do CDI para o mesmo vencimento em janeiro de 2028, e o CDB Pine, que oferece 103% do CDI com vencimento em janeiro de 2029. É importante ressaltar que as ofertas na plataforma da XP são limitadas à capacidade disponível do produto nesta terça-feira (13).
Outras Oportunidades na Renda Fixa: LCAs e LCIs
Além dos CDBs, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) também apresentam taxas competitivas, sendo isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas. As LCAs prefixadas chegam a pagar até 11,200% para 12 meses, enquanto as atreladas à inflação alcançam IPCA+5,530% em mais de um ano.
As LCAs pós-fixadas remuneram até 82% do CDI para vencimento em 12 meses. No caso das LCIs, as ligadas à inflação pagam até IPCA+5,350% em mais de 12 meses, e as pós-fixadas oferecem até 93% do CDI em mais de um ano, consolidando a renda fixa como um pilar essencial para diversificação de carteira.
Cenário Macroeconômico Favorece a Queda dos Juros Futuros
O ambiente de investimento foi marcado, na segunda-feira (12), por uma queda nas taxas dos juros futuros. A sessão foi esvaziada de noticiário relevante no Brasil, o que contribuiu para a redução dos prêmios ao longo da tarde, mesmo com a alta dos rendimentos dos Treasuries no exterior.
A combinação de uma agenda econômica fraca, o recesso do Congresso e a ausência de ruídos políticos internos favoreceu esse recuo das taxas. Na curva curta, o movimento foi moderado, com o DI para janeiro de 2028 fechando em 13,02%, uma queda de 5 pontos-base, refletindo a falta de gatilhos domésticos negativos, segundo participantes do mercado.
Já na ponta longa, a queda foi mais acentuada, com o DI para janeiro de 2035 recuando 7 pontos-base, para 13,48%. Esse movimento acompanhou um alívio nos prêmios de risco em um cenário de menor liquidez e baixa volatilidade, indicando uma percepção de menor risco para o futuro da renda fixa.
Impacto do Cenário Global e Local nos Investimentos
No noticiário doméstico, a atenção se voltou para o encontro entre representantes do Banco Central e do TCU sobre a liquidação do Banco Master, além da divulgação do boletim Focus. Este último mostrou um leve ajuste nas projeções de inflação para 2026, mas manteve as expectativas para a Selic, fatores que não impactaram de forma relevante a curva de juros.
O movimento de queda das taxas de juros no Brasil ocorreu na contramão do cenário internacional. Pela manhã, os rendimentos dos Treasuries nos EUA subiram, especialmente nos vencimentos mais longos, após declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sobre pressões do governo Trump na autoridade monetária.
Powell mencionou intimações do Departamento de Justiça relacionadas a gastos com a reforma da sede do Fed, em um episódio interpretado como parte de uma ofensiva política por juros mais baixos. Apesar disso, as altas dos Treasuries perderam força à tarde, enquanto no Brasil, a curva de juros continuou em baixa, sustentada pela calmaria no noticiário local e a atratividade da renda fixa.