As promessas de Elon Musk para o serviço de robotáxis da Tesla eram grandiosas, visando revolucionar o transporte e impulsionar a valorização da empresa a patamares inéditos.
Contudo, a realidade no início de 2026 mostra um cenário bem distante das expectativas, com o serviço operando de forma limitada e ainda dependente de intervenção humana.
Essa disparidade entre a visão e a execução levanta questões sobre a capacidade da Tesla de cumprir suas ousadas metas, impactando diretamente suas ações e a confiança dos investidores, conforme informações divulgadas pela CNN.
A Distância Entre a Promessa e a Realidade dos Robotáxis
Lançado em Austin, Texas, em junho, o serviço de robotáxis da Tesla com tecnologia de Direção Autônoma Completa (FSD) tinha como meta inicial atender metade da população dos EUA até o final do ano. No entanto, em outubro, essa ambição foi drasticamente reduzida para apenas oito a dez áreas metropolitanas.
Atualmente, no início de 2026, o serviço está disponível em apenas dois locais, Austin e a região da Baía de São Francisco. Em ambos os casos, um funcionário da Tesla precisa estar presente no veículo, o que contradiz a ideia de uma operação totalmente autônoma. A Tesla, por sua vez, não respondeu às perguntas da CNN sobre o status do serviço.
Pressão Financeira e o Declínio nas Vendas de Elétricos
As ações da Tesla tiveram um aumento superior a 50% desde junho, atingindo um recorde histórico, impulsionadas pelas grandes promessas de Musk. Ele chegou a afirmar que o serviço de robotáxis mudaria as perspectivas financeiras da empresa, tornando-a a mais valiosa do planeta.
Entretanto, a principal fonte de receita da companhia, a venda de veículos elétricos, está em declínio, registrando uma queda recorde de 9% em 2025. As vendas globais de carros da Tesla caíram 16% entre o terceiro e o quarto trimestres do mesmo ano, marcando o segundo ano consecutivo de queda.
Para Ross Gerber, CEO da Gerber Kawasaki,