O senador Flávio Bolsonaro (PL) se viu no centro de uma polêmica recente após informações revelarem que o Senado Federal custeou suas passagens aéreas para uma viagem a São Paulo. A viagem tinha como objetivo a participação em um evento de pré-campanha à Presidência da República, gerando debate sobre o uso da verba pública.
O próprio parlamentar, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, reconheceu que sua equipe cometeu um “equívoco” ao solicitar o ressarcimento dos valores. Em nota, Flávio Bolsonaro afirmou que o erro já foi corrigido e que o Senado será reembolsado pelo montante de R$ 13,6 mil.
A situação levanta questões sobre a correta aplicação da cota parlamentar, que deve ser utilizada exclusivamente para atividades relacionadas ao mandato. Os detalhes da viagem, conforme divulgado pelo GLOBO, indicam que o evento em questão se alinhava mais a interesses de pré-campanha do que a deveres legislativos.
Detalhes da Viagem e o Custeio pelo Senado
A viagem de Flávio Bolsonaro para São Paulo ocorreu entre os dias 11 e 12 de dezembro. Os bilhetes aéreos, que somaram R$ 13,6 mil, foram emitidos e o reembolso solicitado à Casa Legislativa. Os dados públicos do Senado confirmam a compra das passagens de Brasília para Congonhas, tanto para o senador quanto para seu assessor, Fernando Nascimento Pessoa.
Inicialmente, foram adquiridas passagens de ida e volta, com retorno previsto para a noite do dia 12. No entanto, o senador comprou novos bilhetes para que ele e seu assessor retornassem à capital federal mais cedo, na tarde do mesmo dia, também coberta pela verba parlamentar.
O Evento de Pré-Campanha e a Aproximação com o Mercado Financeiro
O almoço com empresários em São Paulo aconteceu apenas uma semana após Flávio Bolsonaro anunciar sua pré-candidatura à Presidência. O evento foi uma clara tentativa de aproximar o senador do influente mercado financeiro da Faria Lima, buscando apoio para sua futura campanha.
Durante o encontro, Flávio Bolsonaro prometeu seguir a linha econômica liberal do ex-ministro Paulo Guedes. Essa declaração reforça o caráter político e de pré-campanha da sua agenda. A principal agenda da viagem foi um almoço na sede do Banco UBS, onde estiveram Flávio Rocha, da Riachuelo, e Richard Gerdau, da Gerdau, além de Gustavo Montezano, ex-presidente do BNDES, conforme detalhado pelo GLOBO.
A Versão de Flávio Bolsonaro e o Reembolso Anunciado
Diante da repercussão, Flávio Bolsonaro se manifestou por meio de uma nota oficial. No comunicado, o senador informa que a assessoria de seu gabinete foi a responsável pelo “equívoco” no pedido de ressarcimento da viagem. O parlamentar garantiu que o erro já foi corrigido e que o valor total da viagem, R$ 13,6 mil, será reembolsado ao Senado, buscando mitigar a controvérsia.